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México suspende as importações de carne suína de Espanha por peste suína africana

O México suspendeu as importações de carne suína e de produtos suínos de Espanha após um surto de peste suína africana, proibindo presuntos, salsichas, produtos curados e matéria-prima para alimentos de animais. O Japão também fechou o seu mercado, uma vez que nenhum aceita a regionalização. A China, principal cliente, aceitá-la-ia mas bloquearia as explorações da província do surto, expondo catorze indústrias de carne de Barcelona.

México suspende as importações de carne suína de Espanha por peste suína africana

México fecha o mercado à carne suína espanhola por peste suína

O México suspendeu, na madrugada de sexta-feira, as importações de carne suína e de produtos suínos provenientes de Espanha após a deteção de um surto de peste suína africana (PSA) em território espanhol, segundo o Ministério da Agricultura de Espanha. A medida entrou em vigor de imediato e abrange tanto as operações comerciais como os produtos suínos transportados por viajantes.

O ministério afirmou que a decisão segue os protocolos internacionais e visa proteger a produção nacional mexicana de carne suína de riscos para a saúde animal. O Servicio Nacional de Sanidad, Inocuidad y Calidad Agroalimentaria do México esclareceu que não poderão entrar produtos que contenham carne suína — presuntos, salsichas, produtos curados e miudezas suínas para consumo humano. Também fica proibida a importação de matéria-prima para o fabrico de alimentos para animais de estimação.

A regionalização no centro da disputa

O Japão e o México fecharam os seus mercados porque não reconhecem a regionalização, ou seja, o controlo da doença em zonas delimitadas mantendo as exportações a partir das áreas não afetadas, segundo Emilio García, diretor-geral de Sanidade da Produção Agroalimentar e Bem-Estar Animal de Espanha. Outros mercados, como a Coreia do Sul e os Estados Unidos, aceitam a regionalização, afirmou García.

A China, principal cliente da carne suína espanhola, ocupa uma posição especial. As autoridades chinesas confirmaram há duas semanas que aceitarão a regionalização caso sejam detetados casos de PSA em Espanha, embora as explorações situadas dentro da província onde se localizem os focos não possam exportar. Segundo García, as autoridades espanholas aguardam o aval de Pequim para ativar o protocolo bilateral assinado entre os dois países.

Indústria de carne de Barcelona exposta

O Governo espanhol estima que catorze indústrias de carne da província de Barcelona possam ser afetadas pelo bloqueio das exportações suínas para a China, após a deteção dos dois primeiros casos de PSA. Barcelona situa-se na zona do surto, pelo que as suas fábricas ficam dentro da área restrita segundo as condições de regionalização da China.

Certificados suspensos, mas a maior parte do comércio continua

A Espanha bloqueou preventivamente 121 certificados de exportação de produtos de carne dos mais de 400 tipos existentes, que abrangem um total de 112 países, indicou García. Nos restantes certificados, a exportação suína continua possível. Acrescentou que os certificados suspensos serão reativados nos casos em que as autoridades tenham a certeza de que as mercadorias serão recebidas sem problemas no destino, ao passo que os certificados ainda não totalmente classificados exigem consulta bilateral. O ministério comprometeu-se a informar periodicamente sobre as alterações.

Análise completa do mercado

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