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Exportações de carne russa para a China sobem 40% em cinco meses de 2026

As exportações russas de suíno e bovino, incluindo miudezas comestíveis, para a China cresceram 1,4 vez nos primeiros cinco meses de 2026, para mais de 53.000 toneladas por quase 156 milhões de dólares, segundo dados da Agroexport citados pela Interfax. O suíno dominou com 46.500 toneladas.

Exportações de carne russa para a China sobem 40% em cinco meses de 2026

Os embarques de carne russa para a China sobem com força

As exportações russas de carne e miudezas comestíveis de suínos e bovinos para a China cresceram 1,4 vez — cerca de 40 por cento — nos primeiros cinco meses de 2026, segundo dados da Agroexport citados pela Interfax. Os embarques combinados superaram 53.000 toneladas, no valor de quase 156 milhões de dólares, confirmando a China como destino central da proteína animal russa.

O suíno impulsionou a maior parte do crescimento. As exportações de carne suína e miudezas de suínos alcançaram 46.500 toneladas no período, enquanto a carne bovina e suas miudezas somaram 6.700 toneladas. A divisão mostra o quanto o comércio de suíno está mais desenvolvido do que o de bovino, ainda que ambas as categorias se expandam.

O suíno dita o ritmo

Os números de 2026 partem de uma base já ampla. Em 2025, a Rússia vendeu à China mais de 76.000 toneladas de carne suína por 191 milhões de dólares, segundo os dados citados pela Interfax. No ritmo atual, os embarques de suíno dos primeiros cinco meses de 2026 já representam uma parcela substancial do volume anual do ano passado. A carne suína e suas miudezas geraram a maior parte dos quase 156 milhões de dólares de receita combinada registrada neste ano.

O bovino ganha espaço

O bovino continua sendo o menor dos dois fluxos, mas cresce a partir de uma base baixa. As exportações russas de carne bovina e miudezas para a China alcançaram 6.700 toneladas nos primeiros cinco meses de 2026. Para comparação, no conjunto de 2025 os fornecimentos de bovino totalizaram 23.000 toneladas por mais de 122 milhões de dólares.

Os números comerciais chineses reforçam a aceleração recente. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, a Rússia forneceu carne bovina congelada no valor de 14 milhões de dólares em fevereiro de 2026, o maior valor mensal desde maio de 2023. Em 2025, a China foi a principal compradora de carne bovina russa, importando mais de 18.500 toneladas.

O que isso significa para o comércio

Para os importadores na China, a oferta russa em expansão amplia uma base de abastecimento por muito tempo apoiada no Brasil, nos Estados Unidos e em outros exportadores consolidados. A proximidade e a logística terrestre dão aos fornecedores russos uma vantagem estrutural em custos de frete e prazos de entrega. Para os produtores russos, a China funciona agora como mercado âncora que absorve volumes crescentes de suíno e de bovino e sustenta novos investimentos no processamento voltado à exportação.

O ritmo registrado no início de 2026 sugere que a tendência ainda não atingiu o pico. O suíno continua a ditar a direção do comércio, enquanto o bovino, ainda modesto em volume, avança mais rápido de mês a mês, como mostra o número de fevereiro da carne congelada.

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