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Exportações de lácteos do Uruguai caem 29% em agosto com retração da Argélia

As exportações uruguaias de lácteos somaram US$ 64 milhões em agosto, queda de 29% frente aos US$ 90 milhões do mesmo mês de 2025, segundo o Uruguay XXI. A Argélia cortou compras em 88%, para US$ 5 milhões, uma perda de US$ 36 milhões que superou os avanços de Brasil, México, Venezuela e Arábia Saudita. No acumulado do ano, as vendas chegam a US$ 575 milhões, apenas 1% acima de 2025.

Exportações de lácteos do Uruguai caem 29% em agosto com retração da Argélia

As exportações uruguaias de produtos lácteos caíram para US$ 64 milhões em agosto, uma queda de 29% em relação aos US$ 90 milhões registrados no mesmo mês de 2025, segundo o relatório mensal de comércio exterior do Uruguay XXI. Os lácteos representaram 6% das exportações totais do país no mês e ocuparam a quarta posição entre os principais produtos vendidos ao exterior, atrás da carne bovina, da celulose e da soja. Os dados são do Ámbito, adaptados pela equipe MilkPoint.

Argélia responde pela maior parte da queda

O principal fator por trás do recuo foi a Argélia. As compras do país norte-africano despencaram 88% na comparação anual, passando de US$ 41 milhões em agosto de 2025 para US$ 5 milhões. A diferença de US$ 36 milhões foi muito superior aos aumentos registrados em conjunto nos mercados de maior dinamismo no mês, entre eles Brasil, México, Venezuela e Arábia Saudita.

A fraqueza se estendeu por todo o continente. As vendas de lácteos para a África recuaram 64% na comparação anual em agosto, por causa do desempenho da Argélia e da interrupção das compras da Costa do Marfim, que havia importado US$ 2,2 milhões em produtos uruguaios no mesmo mês do ano passado. A Argélia caiu para a terceira posição entre os destinos, com participação de 8%, apesar da importância que historicamente mantém nas exportações do setor.

Brasil lidera o ranking de destinos

O Brasil se consolidou como o principal comprador de lácteos uruguaios, com participação de 30%. As vendas alcançaram US$ 20 milhões em agosto, crescimento de 13% em relação a um ano antes. O México registrou o maior avanço entre todos os destinos: subiu para a segunda posição, com 9% do total, após ampliar as compras em 238%, para US$ 6 milhões.

  • Brasil: US$ 20 milhões, participação de 30%, alta de 13% na comparação anual
  • México: US$ 6 milhões, participação de 9%, alta de 238%
  • Argélia: US$ 5 milhões, participação de 8%, queda de 88%
  • Venezuela: US$ 5 milhões, participação de 7%, alta de 243%
  • Arábia Saudita: US$ 4 milhões, participação de 7%, alta de 57%

A Venezuela ficou na quarta posição, com participação de 7%, após aumentar as compras em 243%, para US$ 5 milhões. O mercado volta ao grupo dos destinos mais dinâmicos anos depois de ter sido o principal comprador de leite em pó uruguaio. A Arábia Saudita completou a lista dos cinco maiores destinos, também com 7%, após ampliar suas compras em 57%, para US$ 4 milhões.

Leite em pó integral: volume menor, preço estável

Em agosto, o Uruguai exportou quase 11 mil toneladas de leite em pó integral a um valor médio de US$ 3.720 por tonelada, praticamente sem alteração em relação ao preço médio de julho. Os volumes ficaram bem abaixo dos do mês anterior, quando os embarques alcançaram quase 18 mil toneladas. Ou seja, os preços se sustentaram enquanto o volume físico encolheu com força.

Crescimento no ano recua para 1%

O desempenho de agosto já se reflete no resultado anual. Entre janeiro e agosto, as exportações uruguaias de lácteos totalizaram US$ 575 milhões, apenas 1% acima do registrado no mesmo período de 2025. Apesar da forte queda de agosto, a Argélia se manteve como o segundo principal destino no acumulado do ano, com participação de 26%.

O Brasil liderou o ranking acumulado, com 30% das vendas e exportações de US$ 173 milhões, valor 12% superior ao do mesmo período do ano passado. México, Venezuela e Arábia Saudita também aparecem entre os mercados de maior crescimento no ano, embora com valores bastante inferiores aos dos dois principais compradores: US$ 30 milhões, US$ 22 milhões e US$ 21 milhões, respectivamente.

Análise completa do mercado

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