México ultrapassa a China como maior importador mundial de carne suína
O México lidera o ranking global de importadores de carne suína com previsão de 1,72 milhão de toneladas em 2026, quase o dobro de uma década atrás, segundo dados da AMI citados pelo agrodigital.com. A China, que importou 5,3 milhões de toneladas em 2020, comprará apenas 1 milhão após reconstruir seu rebanho.
México ultrapassa a China como maior comprador mundial de carne suína
O comércio mundial de carne suína passou por uma reorganização radical na última década, segundo um estudo da Agricultural Market Information Company (AMI) citado pelo agrodigital.com. O México lidera agora o ranking global de importadores, depois de quase dobrar seus volumes em dez anos, enquanto a China recuou das compras recorde que definiram seu mercado após a peste suína africana (PSA).
A AMI prevê que os cinco maiores importadores se manterão praticamente estáveis no conjunto durante 2026, com cerca de 5,7 milhões de toneladas, o mesmo número do ano anterior. Por trás dessa estabilidade, porém, escondem-se fortes deslocamentos entre países que redesenham a geografia do comércio suíno.
A demanda do México atinge um recorde
O México lidera com uma previsão de 1,72 milhão de toneladas em 2026, uma máxima histórica. O país quase dobrou suas importações anuais em relação a uma década atrás, tornando-se a fonte de demanda mais dinâmica do mercado global. O Japão ocupa a segunda posição; o estudo descreve suas compras como estáveis e previsíveis ano após ano, sem oscilações significativas.
O salto nas importações acompanha o crescente consumo interno. Em 2025, o México consolidou-se como um dos maiores consumidores de proteína de carne do mundo: cada habitante consumiu em média 77 quilos de carne por ano, entre frango, carne bovina e suína, segundo as informações citadas pelo agrodigital.com.
O recuo da China reconfigura os fluxos
A China, agora em terceiro lugar, apresenta um cenário completamente diferente do da década anterior. A propagação da PSA entre 2018 e 2020 obrigou o país a importações massivas — chegando a 5,3 milhões de toneladas em 2020 para compensar perdas internas. Desde então, reconstruiu de forma sistemática sua produção suína nacional, reduzindo progressivamente a dependência das importações. Para 2026, a AMI estima as compras chinesas em apenas 1 milhão de toneladas, reflexo da recuperação interna.
As Filipinas e a Coreia do Sul completam a lista dos principais importadores, ambas com volumes bem abaixo dos três primeiros. Os dois mercados asiáticos registram leves aumentos nas importações, mas seguem como atores menores da demanda global.
O que isso significa para os fluxos comerciais
Para importadores e exportadores, o recado é um giro do comércio rumo às Américas. Com a demanda agregada dos cinco primeiros estagnada em 5,7 milhões de toneladas, os recordes 1,72 milhão de toneladas do México absorvem volumes que antes iam para a China. Os fornecedores expostos ao mercado chinês enfrentam uma queda duradoura desse canal, enquanto México e Japão oferecem os destinos mais estáveis e em crescimento.