Vendas de frutas e legumes romenos no programa local de uma rede sobem 60% no primeiro semestre de 2026
As vendas de frutas e legumes romenos no programa de abastecimento local de uma rede de supermercados subiram 60% no primeiro semestre de 2026, informou o wall-street.ro. O programa reúne 14 cooperativas que trabalham em exclusividade com o varejista e mais de 390 produtores romenos, enquanto o programa “De aici, de aproape” é levado a todo o país.
As vendas de frutas e legumes cultivados na Romênia dentro do programa de abastecimento local de uma rede de supermercados subiram 60% no primeiro semestre de 2026, informou o wall-street.ro. O programa reúne atualmente 14 cooperativas que trabalham em exclusividade com o varejista e mais de 390 produtores romenos de frutas e hortaliças. Em paralelo, a rede está levando a todo o país o seu programa “De aici, de aproape” (“Daqui, de perto”).
Uma base de fornecimento apoiada em cooperativas
A estrutura descrita pelo wall-street.ro se apoia em cooperativas, e não em contratos diretos com propriedades individuais. A produção romena de frutas e hortaliças é fragmentada há muito tempo: muitas pequenas propriedades vendem separadamente, em lotes de tamanho e qualidade variáveis, por meio de mercados atacadistas. Agrupar mais de 390 produtores em 14 cooperativas transfere a classificação, o calibre, a embalagem e o faturamento para um nível em que uma rede nacional consegue comprar: um contrato, um cronograma de entregas e um padrão de qualidade por cultura, em vez de centenas.
O relato traz três números centrais:
- 14 cooperativas que abastecem a rede em regime de exclusividade;
- mais de 390 produtores romenos de frutas e hortaliças por trás dessas cooperativas;
- alta de 60% nas vendas do produto local entre janeiro e junho de 2026.
O wall-street.ro não informa se os 60% se referem a valor ou a volume e não apresenta toneladas, faturamento ou comparação com o produto importado vendido no mesmo período. O percentual mostra, portanto, o ritmo da mudança, e não o peso absoluto do produto romeno na gôndola. Um avanço dessa magnitude em seis meses também é mais fácil a partir de uma base baixa, e parte dele pode refletir novos itens no sortimento e mais lojas atendidas, em vez de venda maior por loja.
A expansão nacional
O segundo componente da expansão é a extensão do “De aici, de aproape” a toda a rede de lojas. O programa é construído em torno de produto comprado perto das lojas que o vendem. Sair de regiões selecionadas para a cobertura completa muda o que o fornecedor precisa entregar: volumes constantes semana após semana, calibre e embalagem uniformes, documentação de segurança de alimentos e capacidade de abastecer vários centros de distribuição, e não apenas um.
Para as cooperativas, isso é oportunidade e filtro ao mesmo tempo. O sortimento nacional oferece escoamento previsível e um horizonte de planejamento que a venda pontual no atacado não dá, o que justifica investir em câmaras frias, linhas de classificação e estufas. Os associados que não atendem às exigências de volume ou de documentação ficam fora do programa. As 14 cooperativas exclusivas são, na prática, as que já passaram por esse crivo, e a velocidade com que essa lista cresce diz mais sobre a profundidade do programa do que o percentual de vendas.
O que isso significa para o comércio de hortifrúti
Cada palete adicional de tomate, maçã ou batata romena na gôndola desloca um palete importado. O sortimento do varejo romeno é coberto em boa medida por frutas e legumes importados, sobretudo fora da safra nacional, e os programas locais competem diretamente com esse fluxo nos meses em que há produto romeno disponível. Uma alta de 60% em um semestre sinaliza aos importadores e a seus compradores romenos que a safra interna está sendo disputada com mais força do que antes, ainda que os volumes absolutos não tenham sido revelados.
Os limites são sazonais. Capacidade de estufa, armazenagem e irrigação determinam que parte do calendário o fornecimento local consegue cobrir; programas desse tipo costumam atingir o pico do fim da primavera ao outono e encolhem no inverno, quando a importação volta à gôndola. A pergunta para o próximo período é se as 14 cooperativas e os mais de 390 produtores sustentam o ganho fora da safra ou se os 60% refletem, sobretudo, a força da temporada romena.