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Coreia do Sul avança rumo às primeiras exportações de caqui para a China

A China inspecionará em outubro as áreas sul-coreanas de produção de caqui para exportação, etapa central para a abertura inédita desse mercado. O acordo acompanha a retomada do comitê agrícola bilateral após 8 anos e o início de negociações sanitárias sobre a carne hanwoo de Jeju.

Coreia do Sul avança rumo às primeiras exportações de caqui para a China

Inspeção em outubro abre caminho para os primeiros embarques

Coreia do Sul e China concordaram que autoridades chinesas realizarão em outubro uma inspeção presencial nas áreas coreanas que produzem caqui para exportação. Esta é uma etapa essencial para a entrada inédita da fruta no mercado chinês. Segundo a News1, os embarques poderão começar ainda neste ano se o registro das propriedades exportadoras for concluído após a inspeção.

O cronograma dá sequência ao memorando de entendimento sobre a exportação de caqui coreano assinado no contexto da cúpula entre os dois países em novembro de 2025. A visita de outubro é, portanto, uma fase técnica e não representa a autorização final de acesso ao mercado. Produtores e exportadores ainda terão de concluir a inspeção e o registro antes das operações comerciais.

O acordo foi alcançado durante a visita a Pequim do vice-ministro sul-coreano da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais, Kim Jong-gu, em 6 e 7 de setembro. Kim discutiu o cronograma com Zhang Baofeng, da Administração-Geral de Alfândegas da China, e pediu apoio para as negociações sanitárias, iniciadas recentemente, sobre a exportação de carne hanwoo de Jeju.

Comitê agrícola volta a se reunir após 8 anos

A visita incluiu, em 7 de setembro, a 19.ª reunião do Comitê de Cooperação Agrícola entre Coreia do Sul e China, a primeira em 8 anos. De acordo com a News1, as autoridades discutiram 5 temas: inovação agrícola baseada em ciência e tecnologia, mudança climática, formação de jovens agricultores, doenças animais transfronteiriças e conservação dos Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial.

Kim também se reuniu com o vice-ministro chinês da Agricultura e Assuntos Rurais, Zhang Zhili. As partes trataram da ampliação dos contatos entre institutos de pesquisa agrícola e empresas, além da cooperação em agricultura inteligente e controle de doenças pecuárias. A Coreia do Sul propôs um mecanismo bilateral regular de consulta veterinária e quarentenária para compartilhar informações sobre surtos transfronteiriços e políticas de controle. Zhang respondeu positivamente, informou a News1.

O intercâmbio entre jovens funcionários públicos também foi retomado. Em 6 de setembro, representantes dos dois países participaram de um jogo amistoso de futebol pela primeira vez em 13 anos. No dia seguinte, trocaram experiências profissionais e opiniões sobre o futuro da agricultura.

China continua prioritária para os alimentos coreanos

Em Pequim, Kim se reuniu com exportadores de K-food e organizações do setor para avaliar o mercado chinês e as dificuldades nos procedimentos de exportação. Participaram CJ, Pulmuone, HiteJinro e Kappa INT, além da Korea Agro-Fisheries and Food Trade Corporation, da Rural Development Administration, da NongHyup e do Korea Rural Economic Institute. Kim também visitou a unidade da Hema Xiansheng em Wangjing para observar a distribuição e a venda de produtos agroalimentares coreanos.

Kim afirmou que a China é o segundo maior mercado de exportação de K-food da Coreia do Sul e relacionou o avanço das negociações sanitárias para produtos agrícolas e pecuários frescos à expansão das vendas de K-FRESH. Para os fornecedores de caqui, o marco comercial imediato é a inspeção de outubro. O resultado e o registro das propriedades determinarão se os primeiros embarques ocorrerão neste ano. A carne bovina está em fase mais inicial, enquanto o mecanismo veterinário proposto poderá criar um canal permanente para tratar barreiras de saúde animal.

Análise completa do mercado

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