Vicky Foods investe 19 milhões de euros para duplicar a capacidade da sua fábrica na Argélia
O grupo alimentar espanhol Vicky Foods aplicou 19 milhões de euros na ampliação da sua fábrica de Sig, na wilaya de Mascara: um novo armazém e duas linhas que somam 15.000 toneladas de capacidade e cerca de 100 postos de trabalho. A linha de pão de ló arrancou em julho de 2026 e a de pão segue em outubro de 2026. O alvo é a panificação embalada, cujas vendas chegaram a 2,55 mil milhões de euros em novembro de 2024.
O grupo alimentar espanhol Vicky Foods, proprietário da marca Dulcesol, investiu 19 milhões de euros na ampliação da sua fábrica de panificação e pastelaria em Sig, na wilaya de Mascara, na Argélia. A empresa anunciou o investimento a 23 de setembro e, segundo La Tribune Afrique, o montante duplica a capacidade da unidade.
O projeto abrange um novo armazém e duas linhas de produção adicionais, e deverá gerar cerca de 100 postos de trabalho. A fábrica de Sig, em atividade desde 2014, foi a primeira unidade industrial da Vicky Foods fora de Espanha.
Duas linhas e 15.000 toneladas de capacidade adicional
A primeira linha é dedicada ao pão de ló. Entrou em serviço em julho de 2026 e acrescenta 7.000 toneladas de capacidade, permitindo fabricar novas referências, entre elas mini-snacks, pequenas tortas enroladas e pastelaria em formato individual.
A segunda linha deve arrancar em outubro de 2026 e será destinada a pão de hambúrguer, pão de forma e outros produtos de panificação. Acrescentará mais 8.000 toneladas, elevando a 15.000 toneladas a nova capacidade das duas linhas em conjunto.
O diretor-geral do grupo, Rafael Juan, afirmou que a extensão dá “continuidade ao projeto industrial” iniciado pela empresa na Argélia.
Procura ancorada no trigo e um mercado de pastelaria fragmentado
A procura alimentar da Argélia é uma das maiores de África e continua dominada por produtos de base, mas o mercado também abre espaço aos fabricantes de produtos transformados. Segundo La Tribune Afrique, o potencial assenta no peso do trigo na alimentação argelina e na diversificação dos produtos dele derivados: ao lado da baguete, alimento de base com preço regulado, crescem os pães especiais e a panificação embalada.
De acordo com os dados citados pela Djazagro, as vendas de panificação e pastelaria atingiram 2,55 mil milhões de euros (388 mil milhões de dinares) em novembro de 2024, mais 8%, enquanto as de pastelaria subiram 9%, para 8 mil milhões de dinares.
A estrutura concorrencial permanece muito fragmentada. As pequenas padarias independentes concentram ainda a maior parte das vendas de bolos e pastelaria, e a Vicky Foods apresenta a Dulcesol como uma das marcas de referência do mercado argelino de pastelaria. A nova capacidade pretende ganhar quota aos artesãos e aos restantes fabricantes do país.
A Argélia dentro de uma expansão mais ampla
A ampliação surge num momento em que o negócio internacional ganha peso nas contas do grupo. Em 2025, as vendas internacionais alcançaram 193 milhões de euros, mais 23%, e representaram um quarto do volume de negócios total. As vendas do grupo fixaram-se em 761 milhões de euros.
A Vicky Foods aponta a Argélia e Portugal entre os mercados com evolução particularmente favorável, mas não publica um volume de negócios específico do mercado argelino. A dimensão da sua posição argelina só é mensurável em capacidade e não em faturação.
Face aos outros movimentos de 2025, o desembolso argelino é modesto. O grupo abriu a primeira fábrica em França, resultado de um investimento de mais de 100 milhões de euros, e reforçou a atividade de pão com a aquisição da marca Panrico e de uma unidade em Portugal.
Análise completa do mercado