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México aposta no etanol após recuperar cota de açúcar nos EUA

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o México negocia com os EUA substituir o MTBE por etanol nas gasolinas e reduzir as importações de frutose de milho, após recuperar sua cota de exportação de açúcar. Segundo o ovaciones.com, entre 2022 e 2026 as exportações aos EUA caíram a um quinto, afetando cerca de 500 mil famílias.

México aposta no etanol após recuperar cota de açúcar nos EUA

México aposta no etanol após recuperar o acesso ao açúcar dos EUA

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o governo mexicano negocia com os Estados Unidos substituir o MTBE por etanol nas gasolinas e reduzir as importações de frutose de milho, segundo o ovaciones.com. A iniciativa segue a recuperação da cota de exportação de açúcar mexicano ao mercado norte-americano, que a indústria canavieira considera o início de uma nova etapa.

O aumento da cota de importação foi anunciado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Segundo Sheinbaum, representa um alívio para uma cadeia produtiva da qual dependem cerca de 500 mil famílias — produtores de cana, usinas e comercializadores. Ela atribuiu a recuperação às negociações lideradas pelo secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Julio Berdegué, com autoridades de Agricultura e Comércio dos Estados Unidos.

Por que a cota importa

Entre 2022 e 2026, as exportações de açúcar mexicano aos Estados Unidos caíram a até um quinto do volume anterior, segundo o ovaciones.com. O excedente permaneceu no país, derrubou os preços recebidos pelos produtores e reduziu a rentabilidade do setor.

Sheinbaum sustentou que manter parte da produção destinada à exportação evita a sobreoferta nacional, sustenta o preço pago aos produtores de cana e fortalece a viabilidade econômica do setor. Ressalvou, porém, que a recuperação da cota beneficiará o ciclo agrícola atual e o seguinte, enquanto as condições para os anos posteriores terão de ser renegociadas com os Estados Unidos.

O etanol como nova demanda

O plano não se limita a recuperar as exportações. Segundo Sheinbaum, as autoridades trabalham com produtores e industriais para elevar a produtividade da cana e abrir novos mercados para seus derivados. Ela destacou a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e do bagaço, o resíduo fibroso que sobra após a moagem.

México e Estados Unidos mantêm conversas para substituir o MTBE, um aditivo das gasolinas, por etanol. Essa mudança criaria uma nova demanda interna para a produção canavieira e daria ao setor uma saída além do mercado alimentício.

As importações de frutose na mira

A administração também pretende reduzir as importações de frutose de milho usadas pelas indústrias de bebidas e de alimentos processados. Sheinbaum citou estudos que atribuem a esse adoçante maiores efeitos negativos à saúde do que o açúcar de cana. O objetivo é elevar o consumo interno de açúcar mexicano sem prejudicar consumidores nem a indústria alimentícia.

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