Indonésia quer renovar todos os canaviais do país em dois anos
O presidente Prabowo Subianto determinou a aceleração da renovação dos canaviais envelhecidos da Indonésia, com a meta de concluir o programa nacional em dois anos. O governo associa a iniciativa à autossuficiência em açúcar, à segurança alimentar e ao desenvolvimento de indústrias baseadas em etanol.
Prazo cai de quatro para dois anos
A Indonésia pretende renovar em dois anos todos os seus canaviais envelhecidos para acelerar a busca pela autossuficiência em açúcar. O presidente Prabowo Subianto anunciou o novo cronograma em 17 de julho de 2026, durante uma colheita de cana apoiada pelas Forças Armadas em Malang, Java Oriental.
Segundo a agência ANTARA, o ministro da Agricultura, Andi Amran Sulaiman, havia apresentado inicialmente um programa de 100 mil hectares por ano, que exigiria quatro anos. Após novas discussões, o ministro afirmou que o trabalho poderia ser concluído em dois anos. Prabowo disse que a Indonésia não realizava uma ampla renovação da cana havia 12 anos, deixando nos campos plantas antigas com produtividade em queda. A Metro TV também informou que o presidente pretende renovar toda a área canavieira nacional para reforçar a independência no abastecimento de açúcar e a segurança alimentar.
Área colhida supera 520 mil hectares
Dados do Ministério da Agricultura citados pela ANTARA mostram que, em novembro de 2025, a Indonésia tinha 796.621 produtores de cana administrando 520.823 hectares de área colhida. As reportagens não detalham quanto dessa área precisa ser renovado nem apresentam um orçamento atualizado para a conclusão do programa em dois anos.
A Força Aérea da Indonésia apoia a produção em 236.048 hectares, com potencial estimado de 18,386 milhões de toneladas de cana, equivalentes a 1,36 milhão de toneladas de açúcar. Segundo o Tribunnews, esse volume corresponderia a cerca de 45,05% da meta nacional de produção de açúcar para 2026. Na Base Aérea Abdulrachman Saleh, em Malang, 800,5 hectares estavam prontos para a colheita, com produção prevista de aproximadamente 72.045 toneladas de cana.
Terras militares apoiam planos para açúcar e etanol
O projeto de Malang reúne cultivo, colheita mecanizada, fabricação de açúcar e processamento industrial. O Tribunnews informou que mais de seis colhedoras de cana e mais de 20 caminhões carregados com matéria-prima colhida estavam no local do evento. O empreendimento também contempla a produção de melaço, bioetanol industrial e farmacêutico, combustível verde, fertilizante orgânico, álcool, proteína e outros derivados de etanol.
Prabowo inseriu a renovação dos canaviais em uma política mais ampla de segurança alimentar e energética e destacou a participação das Forças Armadas e da polícia nos programas agrícolas. A Força Aérea concentra-se na cana, enquanto os demais ramos militares apoiam o cultivo de soja e arroz. Para produtores e usinas, a questão decisiva será se a renovação acelerada conseguirá oferecer regularmente volume suficiente de cana com maior produtividade. Uma safra maior também pode melhorar a oferta de matéria-prima para projetos de etanol, mas as fontes não informam cronogramas nem metas de capacidade para as instalações de processamento.
Análise completa do mercado