← Voltar às notícias

Exportações chilenas de frutas frescas atingem recorde de US$ 8.198,8 milhões na safra 2025/26

A temporada de exportação de frutas frescas do Chile em 2025/26 fechou em US$ 8.198,8 milhões FOB, alta de 6,8% sobre o ciclo anterior, com 3.021.216 toneladas embarcadas entre setembro de 2025 e agosto de 2026. Os Estados Unidos seguiram como principal destino, com 30% do volume apesar da tarifa de 12,5%, enquanto a Índia cresceu 36% e se tornou o segundo destino asiático.

Exportações chilenas de frutas frescas atingem recorde de US$ 8.198,8 milhões na safra 2025/26

A temporada de exportação de frutas frescas chilenas 2025/26 fechou com embarques de US$ 8.198,8 milhões FOB, aumento de US$ 519,6 milhões, ou 6,8%, em relação ao ciclo anterior, segundo o balanço divulgado pela associação setorial Frutas de Chile e reportado por portalfruticola.com e portalagrochile.cl. Em volume, as exportações somaram 3.021.216 toneladas no período de setembro de 2025 a agosto de 2026.

Foi a segunda temporada consecutiva em que os embarques chilenos de frutas frescas superaram 3 milhões de toneladas. “Apesar de um contexto internacional marcado por maior incerteza e por mudanças nas condições dos diferentes mercados, destacamos que a fruticultura segue se consolidando como o segundo motor econômico depois do cobre”, afirmou o presidente da Frutas de Chile, Iván Marambio.

Cerejas lideram em valor, abacates em crescimento

As cerejas se mantiveram como a principal fruta chilena de exportação em valor, com US$ 2.797,4 milhões, seguidas pelas uvas de mesa, com US$ 917,5 milhões. Ainda assim, o valor das cerejas recuou 2,2%, o das uvas de mesa 7,1% e o das peras 2,4%. Em volume, cerejas e maçãs responderam por cerca de 19% do total cada uma, e as uvas de mesa por 16%.

A associação descreveu a safra como um ano de crescimento generalizado, com recuos pontuais em algumas espécies. Os maiores avanços em valor foram:

  • abacates, com alta de 22,4%
  • kiwis, com 15,8%
  • ameixas, com 11,7%
  • mirtilos, com 8,1%
  • maçãs, praticamente estáveis, com 0,4%

Estados Unidos ficam com 30% do volume apesar da tarifa de 12,5%

Os Estados Unidos seguiram como principal destino da fruta chilena, absorvendo 30% do volume exportado, equivalente a 894.618 toneladas, com crescimento de 4% frente à temporada anterior. Segundo Marambio, a alta foi observada tanto nas espécies isentas da tarifa de 12,5% quanto nas afetadas pelo imposto. Entre as isentas, os kiwis subiram 49% e as laranjas 22%. Entre as taxadas, as tangerinas avançaram 41%, os limões 31% e as maçãs 20%.

Ásia perde volume enquanto a Índia avança

A Ásia foi o segundo mercado de destino, com 29% do volume exportado, mas a região registrou queda próxima de 10%, atribuída pelos dois veículos a menores embarques de uvas de mesa, nectarinas e cerejas. A China concentrou 77% dos envios à região. A Índia alcançou participação de 9% após crescer 36% e se posicionou como segundo destino asiático, puxada pelas maçãs, com alta de 73%, e pelas cerejas, com 2%.

Marambio associou a expansão futura a um eventual Acordo de Parceria Econômica Abrangente (CEPA) entre Chile e Índia. “Concretizar o CEPA dará um enorme impulso à exportação de frutas frescas chilenas, que já mostraram grande crescimento nestes dois últimos anos, e permitirá seguir gerando retornos econômicos e emprego para o país”, disse.

América Latina e Europa crescem, Oriente Médio cai 13%

A América Latina se consolidou como terceiro mercado, com 21% do volume e crescimento de 5%, impulsionado por maiores embarques de cerejas, com alta de 51%, nectarinas, com 36%, e kiwis, com 12%. Na região, a Colômbia concentrou 20% dos envios e cresceu 10%, enquanto o México se destacou com avanço de 41%.

A Europa recebeu 17% do volume total exportado, com crescimento de 4%, sustentado por abacates, com alta de 39%, mirtilos, com 20%, e kiwis, com 17%. O Oriente Médio encerrou a temporada com queda de 13%, em um cenário marcado por tensões geopolíticas.

Análise completa do mercado

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.