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Colheita de feijão-carioca no Brasil pressiona preços e exportações batem recorde no semestre

O avanço da colheita da safra irrigada amplia a oferta de feijão-carioca e pressiona os preços para baixo, segundo o Cepea. Ao mesmo tempo, dados da Secex mostram exportações de feijão de 149.270 toneladas no primeiro semestre de 2026, o maior volume da série iniciada em 1997.

Colheita de feijão-carioca no Brasil pressiona preços e exportações batem recorde no semestre

Colheita irrigada amplia a oferta de carioca

O avanço gradual da colheita da safra irrigada de feijão no Brasil tem levado ao mercado mais feijão-carioca de melhor qualidade, favorecendo o abastecimento interno e pressionando os preços para baixo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A avaliação foi divulgada por Globo Rural e VG Notícias, que citaram a mesma leitura de mercado do Cepea.

Os pesquisadores do Cepea afirmaram que, com a expectativa de entrada de novos volumes nas próximas semanas, os compradores intensificaram a pressão por reduções nos preços do feijão-carioca. A perspectiva de uma safra maior e de melhor qualidade deslocou o poder de negociação para os compradores e melhorou a situação geral de abastecimento no mercado brasileiro.

O feijão-preto vai na direção oposta

O segmento do feijão-preto segue o caminho contrário. Ali os preços permanecem sustentados pelo encerramento da colheita no principal estado produtor e pela postura firme dos vendedores, que mantêm suas cotações. O abastecimento interno também conta com lotes importados da Argentina, fornecedora consolidada de feijão-preto para o mercado brasileiro.

A divisão entre os dois tipos de feijão mostra como o calendário de colheita define a direção dos preços no curto prazo: os volumes novos de carioca pesam sobre os valores, enquanto o fim da colheita do feijão-preto mantém esse segmento apertado.

Exportações em ritmo recorde

No mercado externo, os embarques brasileiros de feijão seguem em ritmo recorde. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações totalizaram 149.270 toneladas no primeiro semestre de 2026, o maior volume da série histórica iniciada em 1997.

Somente em junho foram 33.300 toneladas, um novo recorde para o mês. As importações também cresceram e alcançaram 7.680 toneladas, o maior volume registrado para junho desde 2021, indicando que o Brasil segue buscando volumes complementares no exterior mesmo com a expansão das vendas.

A combinação de uma safra ampla de carioca e exportações recordes aponta para um mercado interno bem abastecido ao lado de forte demanda externa. Para os importadores, os preços mais brandos do carioca e a maior disponibilidade brasileira melhoram as condições de compra; para os exportadores, o resultado recorde do semestre confirma o peso crescente do Brasil no comércio mundial de feijão.

Em separado, dados do Cepea citados na mesma cobertura mostraram a soja negociada acima de R$ 140 a saca, o maior nível desde janeiro, um sinal do tom mais firme em partes do complexo de grãos e leguminosas do Brasil.

Análise completa do mercado

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