← Voltar às notícias

USDA: óleo de colza e de girassol vão liderar o crescimento do comércio mundial de óleos vegetais em 2026/27

Previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgada pela Agence Ecofin atribui ao óleo de colza e ao de girassol a maior parte do crescimento do comércio mundial de óleos vegetais em 2026/27. Juntos, os dois óleos respondem por cerca de 25 % do consumo mundial. O equilíbrio entre oferta e procura na próxima campanha joga a seu favor.

USDA: óleo de colza e de girassol vão liderar o crescimento do comércio mundial de óleos vegetais em 2026/27

O óleo de colza e o óleo de girassol vão liderar o crescimento do comércio mundial de óleos vegetais na campanha 2026/27, segundo previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgada pela Agence Ecofin. Os dois óleos somam cerca de 25 % do consumo mundial de óleos vegetais, e o equilíbrio entre oferta e procura da próxima campanha favorece-os face aos óleos concorrentes.

Um quarto do consumo mundial

A quota citada pela Agence Ecofin coloca a colza e o girassol atrás do óleo de palma e do óleo de soja, os dois maiores óleos vegetais em volume, mas bem à frente do resto do complexo. Ambos percorrem os mesmos mercados finais: óleo embalado para o retalho, indústria alimentar, oleoquímica e matéria-prima para biocombustíveis. Esse quarto da procura é disputável nos dois sentidos, porque as refinarias trocam de óleo quando os diferenciais de preço se alargam o suficiente.

A geografia da oferta difere muito da do óleo de palma. Colza e girassol são culturas anuais de zona temperada, cultivadas na União Europeia, Canadá, Ucrânia, Rússia, Austrália, Argentina e China, com uma colheita por ano. O óleo de palma é produzido de forma contínua nos trópicos. Essa diferença torna a oferta de colza e girassol mais sensível ao clima de uma única campanha e às decisões de sementeira, e faz variar mais os volumes exportáveis de ano para ano.

A sazonalidade condiciona também o financiamento e a cobertura do comércio. A disponibilidade para exportação concentra-se nos meses seguintes à colheita, em vez de se distribuir de forma uniforme pelo calendário, e a gestão de risco liga-se ao resultado de campanha de regiões produtoras específicas, não a um fluxo estável ao longo do ano.

De onde vêm os volumes transacionados

A produção concentra-se num número reduzido de regiões exportadoras, enquanto o consumo é global, pelo que boa parte da produção atravessa uma fronteira, seja como semente, seja como óleo bruto ou refinado. O comércio de óleo de girassol é dominado pelas origens do mar Negro; o de colza e canola apoia-se no Canadá, na União Europeia e na Austrália. A procura de importação situa-se sobretudo na Ásia, no Médio Oriente, no norte de África e na própria União Europeia, onde a capacidade de esmagamento e o consumo não acompanham as colheitas internas.

A Agence Ecofin estrutura a previsão para 2026/27 em torno desse ajuste entre oferta e procura, e não de um choque pontual de colheita. Para os compradores, a questão prática da próxima campanha é o diferencial face ao óleo de palma e ao de soja. Refinarias e indústria alimentar reformulam quando a diferença de preço o justifica, e é essa troca que converte um aumento de produção em volume transacionado.

O que acompanhar

  • O resultado das colheitas nas principais zonas de colza e girassol, que define o excedente exportável de toda a campanha.
  • As margens de esmagamento na União Europeia, no Canadá e no mar Negro, que determinam se a mercadoria circula como semente ou como óleo.
  • A política de biocombustíveis, que compete com o canal alimentar pelos mesmos volumes de óleo de colza.
  • Os diferenciais de preço face ao óleo de palma e ao de soja, principal gatilho de substituição nas refinarias e na indústria alimentar.

A quota de consumo não veio acompanhada de uma previsão em toneladas: os 25 % são o número de referência para o peso dos dois óleos no mercado. Para produtores, esmagadores e traders, a previsão aponta para uma campanha em que a colza e o girassol ficarão com uma fatia do crescimento do comércio superior à que a sua quota de consumo, por si só, sugeriria. O desfecho depende das colheitas num punhado de regiões exportadoras temperadas e da distância dos seus preços face ao óleo de palma e ao de soja no destino.

Análise completa do mercado

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.