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Produção de leite do Uruguai atinge recorde de 2.513 milhões de litros (+9,8%)

A produção de leite do Uruguai cresceu 9,8% no ano de produção 2025/26, para 2.513 milhões de litros, o maior volume já registrado no país, segundo o dairynews.today. A produção por vaca chegou a 6.365 litros, enquanto o número de estabelecimentos leiteiros caiu para 2.945.

Produção de leite do Uruguai atinge recorde de 2.513 milhões de litros (+9,8%)

Produção chega ao recorde de 2.513 milhões de litros

A produção de leite do Uruguai aumentou 9,8% no ano de produção 2025/26, alcançando 2.513 milhões de litros, o maior volume já registrado no país, segundo o dairynews.today. Os dados cobrem o ano de produção completo e estabelecem um novo teto para um setor que historicamente direciona grande parte da produção para mercados externos, e não para o consumo interno.

Aplicada a taxa de crescimento informada, o volume recorde implica cerca de 2.288 milhões de litros no ano de produção anterior, ou seja, um acréscimo de aproximadamente 225 milhões de litros em uma única safra. Um salto desse tamanho em doze meses é incomum para uma origem leiteira consolidada e desloca a base de cálculo de indústrias, tradings e compradores.

O ganho veio da vaca, não de novos estabelecimentos

A produtividade subiu junto com o volume. A produção alcançou 6.365 litros por vaca no período, informou o dairynews.today, o que confirma que o recorde se sustentou em rendimentos maiores e não na ampliação da base de produtores. Nesse nível de rendimento, o volume informado corresponde a um rebanho em lactação de cerca de 395 mil cabeças.

A diferença tem peso comercial. Crescimento baseado em litros por vaca em geral decorre de alimentação, genética, manejo de pastagens e sanidade animal, e não de capital novo imobilizado em terra e gado. Esses ganhos tendem a ser mais duradouros do que a expansão via rebanho, que se reverte rapidamente quando as margens apertam e os produtores enviam vacas ao abate. Na prática, o Uruguai acrescentou oferta sem assumir os custos fixos de um rebanho maior.

Menos estabelecimentos, concentração mais profunda

O número de estabelecimentos leiteiros caiu para 2.945 no mesmo período. O dairynews.today descreve a queda continuada no número de produtores como um aprofundamento da concentração do setor leiteiro uruguaio: a produção recorde coincidiu com menos propriedades e mais leite por animal.

Dividindo o volume informado pelo número de estabelecimentos, a média fica em torno de 853 mil litros por propriedade ao ano. As fazendas que operam bem abaixo dessa média são as mais expostas em um setor em consolidação: carregam os mesmos custos regulatórios, veterinários e de qualidade do leite sobre uma base de volume muito menor. Para a indústria, uma base de fornecedores menor e de maior escala costuma significar volumes de captação mais previsíveis, menor custo logístico por litro e maior facilidade para impor especificações de qualidade.

O que os números significam para a oferta

O dairynews.today apresenta os dados como descrição de mudanças tanto na escala quanto na estrutura da indústria leiteira do Uruguai: produção total em recorde, produtividade em alta e número de estabelecimentos em queda. Para o mercado, a virada estrutural pesa tanto quanto o volume.

Pontos centrais dos dados divulgados:

  • Produção de leite de 2.513 milhões de litros em 2025/26, alta de 9,8% em um ano e recorde nacional.
  • Produção de 6.365 litros por vaca, com produtividade em elevação no período.
  • Estabelecimentos leiteiros em queda para 2.945, dando continuidade a uma redução de vários anos no número de produtores.
  • Volume recorde alcançado junto com uma base de propriedades que encolhe, concentrando a produção em unidades maiores.

Um aumento dessa magnitude em um país cuja demanda interna é limitada pelo tamanho da população aponta para mais matéria-prima disponível para processamento em leite em pó, manteiga e queijo voltados a compradores internacionais. A sustentação do ganho depende agora de o rendimento por vaca se manter nos 6.365 litros no próximo ano de produção e de a saída de produtores continuar no ritmo que levou o número de estabelecimentos a 2.945.

Análise completa do mercado

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