Produção russa de polímeros sobe 1 % em 2025 e consumo cai 2,3 %
A produção dos cinco principais polímeros de grande tonelagem da Rússia cresceu 1 % em 2025, enquanto o consumo interno caiu 2,3 %, para 6,69 milhões de toneladas, segundo a TASS. A divergência aponta para uma demanda interna mais fraca apesar do leve avanço da produção.
Produção e consumo de polímeros na Rússia divergem em 2025
A produção russa dos cinco principais polímeros de grande tonelagem cresceu 1 % em 2025, enquanto o consumo interno desses mesmos materiais caiu 2,3 %, para 6,69 milhões de toneladas, segundo a TASS, que divulgou os números de Moscou em 9 de fevereiro. A distância entre uma produção em alta e uma demanda mais fraca aponta para um mercado interno que absorve menos polímero, mesmo com as fábricas produzindo mais.
Produção avança 1 %
Segundo a TASS, a produção dos cinco polímeros básicos de grande tonelagem aumentou 1 % na comparação anual em 2025. O avanço é modesto e contrasta com a queda do consumo interno registrada no mesmo período. Para os produtores, sustentar uma produção um pouco maior enquanto a demanda interna encolhe levanta uma questão prática: para onde vai o volume adicional. Quando o mercado interno não consegue absorver mais material, o equilíbrio costuma se deslocar para a exportação ou se acumula em estoques.
Consumo cai para 6,69 milhões de toneladas
O consumo dos cinco polímeros de grande tonelagem atingiu 6,69 milhões de toneladas em 2025, 2,3 % abaixo do nível de 2024, informou a TASS. Uma queda dessa magnitude nos principais polímeros de volume costuma refletir uma atividade mais fraca nos setores que os consomem — construção, embalagem e indústria —, embora a TASS não tenha detalhado a redução por uso final. Para os operadores, o número de 6,69 milhões de toneladas define o tamanho de um mercado interno que encolheu em 2025.
- Produção dos cinco principais polímeros de grande tonelagem: +1 % em 2025 (TASS).
- Consumo: 6,69 milhões de toneladas, -2,3 % ante 2024 (TASS).
- Números divulgados pela TASS de Moscou em 9 de fevereiro.
O que a divergência significa para o comércio
Quando a produção sobe e o consumo interno cai no mesmo ano, o excedente resultante precisa ir para a exportação ou para o estoque. Para os exportadores, isso implica mais polímero russo em busca de compradores em mercados externos, o que pode pressionar os preços nas regiões que a Rússia abastece. Para as empresas que importam polímero para a Rússia, um mercado interno em retração deixa menos espaço e acirra a concorrência com a produção local.
A escala da mudança é limitada por ora: alta de 1 % na produção contra queda de 2,3 % no consumo. Mas a direção é clara. A oferta cresce mais rápido do que o mercado interno consegue absorver, e os 6,69 milhões de toneladas consumidas em 2025 marcam uma base inferior à do ano anterior. Se esse excedente será escoado via exportação dependerá da competitividade do material russo no exterior e da demanda nas cadeias de embalagem, construção e indústria que sustentam o uso de polímeros.