Rússia enfrenta falta de maçãs e autossuficiência de apenas 60–65%
O presidente Vladimir Putin afirmou no Fórum Econômico Oriental que faltam maçãs na Rússia e pediu medidas sistemáticas para enfrentar o problema. A produção nacional cobre no máximo 60–65% da demanda, enquanto China, Sérvia e União Econômica Eurasiática continuam sendo fornecedores relevantes.
Kremlin destaca déficit interno de maçãs
A Rússia não produz maçãs suficientes para atender à demanda interna, afirmou o presidente Vladimir Putin durante uma sessão plenária do Fórum Econômico Oriental em Vladivostok. Ele pediu uma análise detalhada do problema e medidas sistemáticas para ampliar a oferta.
Putin citou a escassez ao discutir diferenças regionais de renda e custo de vida. As maçãs são especialmente caras no Extremo Oriente russo, onde as longas distâncias de transporte e a produção local limitada dificultam o abastecimento de frutas frescas. O quadro contrasta com os preços mais baixos de peixes e frutos do mar na região.
Consumo permanece abaixo do nível recomendado
Segundo o MK, o consumo anual recomendado de maçãs na Rússia é de 40–50 quilogramas por pessoa, enquanto o volume efetivo fica em cerca de 20 quilogramas. A diferença indica que a demanda pode crescer consideravelmente se a fruta se tornar mais disponível e acessível.
As importações continuam cobrindo uma parcela importante do mercado russo. De acordo com o MK, os principais fornecimentos externos vêm da China, da Sérvia e dos países da União Econômica Eurasiática. Esses fluxos compensam a produção doméstica insuficiente, mas também deixam preços e disponibilidade expostos aos custos logísticos, às condições sazonais da oferta e às mudanças no comércio transfronteiriço.
A autossuficiência russa em maçãs não supera 60–65% em 2026, informou o MK. Os preços no varejo avançaram 15–20% nas últimas safras, transformando o déficit em um problema agrícola e também para o consumidor. As famílias sentem diretamente a alta, enquanto processadores e varejistas enfrentam maior disputa por frutas nacionais e importadas adequadas.
Pomares exigem capital, tempo e armazenagem
A expansão da fruticultura industrial é difícil em grande parte da Rússia devido às limitações climáticas, ao alto custo de implantação dos pomares e ao longo prazo de retorno dos investimentos. Um programa estatal de subsídios para culturas perenes, lançado em 2020, ajudou a elevar um pouco a produtividade, mas ainda não aproximou a produção da autossuficiência total.
A ampliação dos pomares pode aumentar a produção nacional, mas árvores novas não resolvem uma escassez imediata. A infraestrutura de armazenagem também é decisiva para manter as maçãs em condições comerciais entre as safras e abastecer regiões distantes. Reduzir a dependência de variedades estrangeiras pode favorecer a adaptação local, mas as importações de fornecedores consolidados continuarão importantes enquanto novos pomares e armazéns são desenvolvidos. Para os produtores, a alta de preços incentiva investimentos; para comerciantes e varejistas, a tarefa imediata é manter fluxos confiáveis para regiões deficitárias, especialmente o Extremo Oriente.