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Produtores turcos de avelã exigem da TMO pelo menos 300 liras por quilograma

Entidades de produtores da região turca do mar Negro reivindicam um preço de compra da TMO de pelo menos 300 liras por quilograma. A safra pode ser elevada, mas custos crescentes e perdas de qualidade no litoral tornam o cenário mais incerto.

Produtores turcos de avelã exigem da TMO pelo menos 300 liras por quilograma

Produtores aguardam o preço estatal

Os produtores de avelã da região turca do mar Negro estão pedindo um preço estatal de compra de pelo menos 300 liras por quilograma antes do início da colheita no próximo mês. A reivindicação é dirigida ao órgão estatal de cereais TMO, cujo preço e volume de compras podem influenciar o mercado durante toda a temporada.

Segundo o Ekonomim, condições climáticas geralmente favoráveis e um combate mais eficiente ao percevejo-marmoreado melhoraram as expectativas de produtividade em várias áreas importantes. Os produtores, porém, afirmam que o forte aumento dos custos de fertilizantes, diesel, defensivos, mão de obra e outros insumos torna insuficiente qualquer preço abaixo de 300 liras, que não cobriria os gastos e ameaçaria a continuidade da produção.

Murat Ay, presidente da Câmara de Agricultura de Düzce, disse que a província pode registrar uma das maiores safras de avelã dos últimos anos. Alguns insumos agrícolas subiram quase 100% em um ano, razão pela qual os produtores não aceitariam um preço da TMO abaixo do valor reivindicado.

Estimativas indicam maior oferta

Nurittin Karan, presidente da Câmara de Agricultura de Giresun, estimou a safra turca em 650.000-750.000 toneladas. Os 50 quilogramas de fertilizante que custavam 650 liras no ano passado agora são comprados por 1.250-1.300 liras, enquanto os gastos com mão de obra, debulha e combustível aumentaram cerca de 50%-60%. Um cálculo da entidade para 10 decares e produtividade média de 100 quilogramas apontou um custo de 230-240 liras por quilograma.

Karan argumentou que, depois de acrescentar uma margem para o agricultor, qualquer preço inferior a 300 liras se torna insustentável. Ele também pediu que a TMO retire rapidamente o excedente, ofereça condições adequadas de pagamento e mantenha as compras depois do fim do ano. Em um ambiente inflacionário, conservar o preço de agosto de 2026 até maio de 2027 prejudicaria os produtores; por isso, sugeriu reajustes a cada dois meses.

A perspectiva de uma safra nacional forte não se distribui igualmente pela região. Os pomares de maior altitude em Giresun apresentam resultados melhores do que algumas áreas costeiras. A proporção definitiva de frutos vazios e os danos provocados por pragas somente serão conhecidos depois da colheita e do ensacamento.

Perdas de qualidade no litoral aumentam a incerteza

Atakan Akça, presidente da Câmara de Agricultura de Ordu, relatou falhas de fecundação de até 20% nas áreas costeiras. As avaliações de campo também identificaram danos de gorgulho da avelã, percevejo e oídio. As chuvas durante o período de pulverização em maio impediram muitos produtores de tratar os pomares, enquanto a umidade elevada aumentou o risco de perda de qualidade por oídio. Akça estimou que perto de 25% da safra costeira pode não chegar a ser ensacada.

Em Trabzon, os resultados também variam conforme a variedade e a altitude. Hasan Kozoğlu, representante das câmaras agrícolas locais, afirmou que as avelãs pontiagudas estão fracas nas áreas baixas e intermediárias, enquanto as variedades redondas apresentam desempenho melhor e as pontiagudas estão mais fortes nas áreas elevadas. Para processadores e compradores da indústria de confeitaria, o volume efetivo de amêndoas comercializáveis, as compras da TMO e o momento das vendas dos agricultores serão tão importantes quanto a estimativa total da safra.

Análise completa do mercado

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