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Preços da avelã turca caem 15% diante de safra abundante em 2026

O preço da avelã turca descascada entregue na Europa caiu 15% entre maio e julho e acumula 52% abaixo do pico de setembro de 2025, segundo o myfruit.it. A queda reflete a perspectiva de uma safra abundante em 2026, de cerca de 810.000 toneladas, e a demanda fraca; as exportações caíram 38%.

Preços da avelã turca caem 15% diante de safra abundante em 2026

As cotações da avelã turca prolongam a tendência de queda, que já dura quase um ano. O preço da avelã descascada do calibre 11/13, entregue na Europa, caiu 15% entre maio e julho e voltou aos níveis do início de abril de 2025, segundo o veículo especializado myfruit.it. Desde o pico de setembro de 2025, os preços acumulam queda de 52%. A Turquia é, de longe, o maior fornecedor mundial de avelã, de modo que o seu mercado dita o tom para fabricantes de confeitaria e processadores em todo o mundo.

A safra abundante de 2026 pressiona o mercado

O principal motor da queda são as perspectivas de uma safra turca abundante em 2026, num contexto de demanda relativamente fraca, segundo análise da Areté citada pelo myfruit.it. A Inc Nutfruit prevê para a campanha 2026/27 uma safra turca de cerca de 810.000 toneladas, alta de 56% ante a campanha 2025/26, estimada em 518.000 toneladas. Seria o maior nível desde a campanha 2022/23 e a terceira maior safra já registrada. Um volume desse porte reporia os estoques reduzidos após campanhas mais fracas e acrescentaria pressão sobre as cotações.

A demanda segue fraca

Do lado do consumo, a atividade desacelerou. A demanda interna turca é limitada pelos preços elevados, enquanto as exportações se mostram fracas, penalizadas por uma demanda externa mais diversificada. Os compradores parecem distribuir as compras por uma gama mais ampla de origens em vez de adquirir o produto turco a preços altos, o que reforça a pressão sobre o mercado.

Exportações em mínimas de vários anos

Os dados da associação de exportadores do Mar Negro confirmam a fraqueza. Do início da campanha em setembro de 2025 até junho de 2026, os volumes exportados caíram 38% na comparação anual, o menor nível em mais de quinze campanhas. A combinação de uma possível safra recorde com embarques em queda aponta para ampla disponibilidade rumo à campanha 2026/27 e deixa pouco espaço para uma recuperação dos preços.

Análise completa do mercado

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