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Inflação dos alimentos no Irã chega a 128,6%, com alta de 258,2% em óleos

Os alimentos no Irã ficaram 128,6% mais caros em termos anuais em mordad de 1405, uma taxa 39,6 pontos percentuais acima da inflação geral. Óleos e gorduras lideraram as altas anuais, com 258,2%, enquanto verduras e leguminosas subiram 9,3% no mês.

Inflação dos alimentos no Irã chega a 128,6%, com alta de 258,2% em óleos

Alimentos sobem mais do que o índice geral

A inflação anual dos alimentos no Irã permaneceu em nível excepcionalmente alto em mordad de 1405, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias. O Sarmayeh va Bourse informou, com base nos dados mais recentes do Centro Estatístico do Irã, que os preços do subgrupo de alimentos aumentaram 128,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado ficou 39,6 pontos percentuais acima da alta anual de 89% do índice geral de preços ao consumidor.

O grupo mais amplo de alimentos e bebidas não alcoólicas registrou inflação anual de 127,5%. Na comparação mensal, o índice geral avançou 3,4%, ante 3,9% para alimentos e bebidas e 3,6% para o subgrupo de alimentos. Os alimentos representam 27,43% do índice de preços, enquanto alimentos e bebidas juntos respondem por 28,82%, dando a essas altas um peso relevante no custo de vida.

Óleos e gorduras lideram as altas anuais

Óleos e gorduras registraram o maior aumento anual entre as principais categorias de alimentos, de 258,2%. Embora tenham peso relativamente pequeno, de 1,26% na cesta de consumo, seus preços atingiram mais de três vezes e meia o nível de um ano antes. A inflação mensal da categoria foi bem menor, de 1,7%, indicando que a maior parte da alta anual já havia se acumulado antes de mordad.

Leite, queijo e ovos vieram em seguida, com inflação anual de 163,7% e mensal de 8,6%. A categoria tem peso de 2,97% na cesta das famílias. Os preços da carne vermelha e de aves subiram 144,6% em um ano, enquanto o grupo mais amplo de carnes vermelha e branca e produtos processados avançou 141,4%. O peso de 6,29% desse grupo torna a alta especialmente relevante para as despesas familiares.

Pão e cereais, a maior categoria alimentar listada por seu peso de 6,38%, registraram inflação anual de 103,9% e mensal de 1,5%. Frutas e frutas secas subiram 115,4% em um ano e 4% no mês. Peixes e mariscos avançaram 104,3% e 6,2%, respectivamente, enquanto açúcar, doces e produtos de confeitaria aumentaram 102,2% e 2,8%.

Produtos frescos impulsionam a pressão mensal

Verduras, hortaliças e leguminosas tiveram o maior aumento mensal, com alta de 9,3% em mordad. A inflação anual da categoria foi de 99,8%, ligeiramente abaixo de 100%, e seu peso na cesta era de 4,08%. Os alimentos frescos como um todo subiram 5% no mês, ante 2% para os demais produtos alimentícios.

Chá, café, cacau e bebidas não alcoólicas aumentaram 3,5% no mês e 102,9% no ano. Os alimentos não classificados em outras categorias avançaram 5,4% e 105%, respectivamente. A carne vermelha e de aves registrou a menor alta mensal entre os grandes grupos, de 1%, enquanto a categoria mais ampla de carnes e produtos processados subiu 1,3%.

Os dados mostram que quase todas as principais categorias alimentares tiveram aumentos anuais de três dígitos. A inflação dos alimentos de 128,6%, combinada com seu elevado peso na cesta de consumo, aponta para uma forte perda do poder de compra das famílias. Os números não detalham mudanças nos volumes importados ou no consumo, mas a alta excepcional de óleos e gorduras aumenta a importância da disponibilidade de oferta e dos custos de aquisição para processadores, distribuidores e importadores do mercado iraniano.

Análise completa do mercado

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