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Indonésia proíbe leite condensado e bebidas lácteas no programa de refeições gratuitas

A Agência Nacional de Nutrição da Indonésia proibiu leite condensado açucarado, bebidas lácteas e bebidas com sabor a leite no cardápio do programa de refeições nutritivas gratuitas. As cozinhas passam a servir apenas leite pasteurizado, UHT ou integral esterilizado, com no mínimo 80% de leite fresco. Os preços de compra foram fixados em 3.000 rupias por 125 ml e 4.500 rupias por 200 ml entregues na cozinha.

Indonésia proíbe leite condensado e bebidas lácteas no programa de refeições gratuitas

A Agência Nacional de Nutrição da Indonésia (Badan Gizi Nasional, BGN) proibiu o leite condensado açucarado e uma ampla gama de bebidas à base de leite no cardápio do programa estatal de refeições nutritivas gratuitas (Makan Bergizi Gratis, MBG), determinando que as cozinhas executoras sirvam, em vez disso, leite animal puro.

Segundo o finance.detik.com, a decisão saiu de uma reunião de coordenação da BGN com vários ministérios e órgãos e com associações do setor, realizada na terça-feira, 8 de setembro de 2026. O encontro tratou do uso de leite animal no cardápio do MBG. A agência apresentou o resultado em comunicado na sua conta oficial no Instagram, @badangizinasional.ri, citado na quarta-feira, 9 de setembro de 2026.

Quatro categorias excluídas

«A BGN proíbe expressamente o uso de produtos de bebidas lácteas, bebidas que contenham leite, bebidas com sabor a leite e leite condensado açucarado no cardápio do MBG», afirmou o órgão no comunicado citado pelo detikFinance.

A proibição abrange:

  • bebidas lácteas;
  • bebidas que contêm leite;
  • bebidas com sabor a leite;
  • leite condensado açucarado.

O leite condensado açucarado e as bebidas lácteas saborizadas estão entre os formatos rotulados como lácteos mais baratos que uma empresa de alimentação pode colocar numa bandeja subsidiada. A exclusão elimina essa opção em todo o programa.

O que as cozinhas podem servir

No lugar dos itens vetados, a BGN recomenda leite animal para os beneficiários, grupo que define como gestantes, lactantes, crianças acima de dois anos e todos os alunos atendidos pelo programa.

Os formatos permitidos são leite pasteurizado, leite UHT e leite integral esterilizado sem aditivos. Esses produtos não podem conter açúcar adicionado, conservantes, aromatizantes ou corantes. O leite usado no programa deve ter no mínimo 80% de leite fresco e possuir registro oficial de comercialização da BPOM RI, a agência indonésia de controle de alimentos e medicamentos.

«Especificamente para os produtos de leite pasteurizado, o manuseio deve utilizar sistema de cadeia de frio desde a unidade de produção até as mãos do beneficiário», afirmou a BGN.

O piso de 80% de leite fresco é a restrição decisiva para os fornecedores: exclui produtos recombinados sobretudo a partir de pó e água e amarra os volumes do programa à captação de leite cru. A exigência de cadeia de frio funciona como segundo filtro, já que somente fornecedores capazes de manter distribuição refrigerada até cada cozinha poderão ofertar leite pasteurizado, enquanto o UHT e o esterilizado, estáveis à temperatura ambiente, não enfrentam esse teste logístico.

Preços unitários fixos

A BGN fixou os preços de compra do leite animal entregue nas cozinhas executoras em 3.000 rupias para o volume mínimo de 125 ml e 4.500 rupias para 200 ml.

Por litro, isso corresponde a 24.000 rupias na embalagem menor e 22.500 rupias na maior. O formato de 125 ml é, portanto, pago com prêmio por unidade de volume, estrutura que compensa o custo de embalagem mais alto dos pacotes pequenos, e não o custo do leite. Como os preços valem entregues na cozinha, o transporte e, no caso do pasteurizado, a refrigeração precisam caber no mesmo valor.

Pecuaristas locais e o debate pediátrico

A BGN associou a decisão à oferta doméstica. «Com esta decisão, espera-se que o uso de leite animal no cardápio do MBG não apenas atenda ao consumo adequado de proteína animal pelos beneficiários, mas também eleve a produtividade e o bem-estar dos produtores locais em toda a Indonésia», declarou a agência.

A medida chega em meio ao debate público sobre lácteos no programa. O detikFinance mencionou um vídeo no qual a Sociedade Indonésia de Pediatria (IDAI) afirmou à BGN que uma política de fórmula infantil em massa dentro do MBG traz riscos.

Para processadores e fornecedores de lácteos, o efeito prático é uma realocação da demanda apoiada pelo governo: sai das bebidas açucaradas, saborizadas e com conteúdo de leite e vai para o leite de consumo puro, que precisa cumprir um limiar de leite fresco, um registro da BPOM e, em um dos três formatos permitidos, a obrigação de cadeia de frio até o beneficiário.

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