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Indonésia acelera programa de cana de Rp 65,77 trilhões em busca de autossuficiência em açúcar

O governo da Indonésia acelera um programa de investimento e verticalização da cana-de-açúcar de Rp 65,77 trilhões voltado à autossuficiência em açúcar, segundo o investor.id. Os agricultores são incorporados como parceiros plasma dos processadores estatais, com o objetivo de encerrar as importações. A iniciativa foi apresentada em uma grande colheita em Jember, com a presença do chefe da Força Aérea.

Indonésia acelera programa de cana de Rp 65,77 trilhões em busca de autossuficiência em açúcar

Programa de cana de Rp 65,77 trilhões é acelerado

O governo da Indonésia acelera um programa nacional de investimento e verticalização (hilirisasi) da cana-de-açúcar avaliado em Rp 65,77 trilhões, ou cerca de US$ 4 bilhões, como parte do rumo à autossuficiência em açúcar. Segundo o investor.id, as autoridades pressionam por um avanço rápido do programa, sendo uma das medidas centrais a integração dos agricultores às cadeias de fornecimento das empresas estatais (BUMN).

O objetivo declarado é elevar a produção interna de açúcar e, por fim, encerrar as importações, tratando o açúcar como questão de segurança alimentar e não meramente agrícola. O programa liga o cultivo da cana à capacidade de processamento, para que uma parcela maior da cadeia de valor — do campo ao produto refinado — permaneça na Indonésia.

A palavra usada pelas autoridades para descrever o esforço, "dikebut", sinaliza urgência: o pacote de investimento e verticalização é conduzido em um cronograma acelerado, em vez de deixado para se desenvolver aos poucos.

Agricultores incorporados como parceiros dos processadores estatais

Um mecanismo central é o modelo "plasma", pelo qual os agricultores se tornam parceiros (mitra) que fornecem cana às usinas das BUMN. Segundo o investor.id, incentivar os produtores a aderirem como parceiros plasma é uma das principais alavancas usadas pelo governo para ampliar o cultivo e garantir a matéria-prima dos processadores estatais.

Para a indústria açucareira, o arranjo visa fixar os volumes de cana para as usinas e, ao mesmo tempo, dar aos agricultores um comprador garantido. Essa combinação — fornecimento assegurado para os processadores e escoamento assegurado para os produtores — é a base sobre a qual repousa a meta de autossuficiência. Sem um fluxo confiável de cana, a nova capacidade de moagem e refino ficaria ociosa.

Apoio militar e a questão das importações

O impulso foi exibido em uma grande colheita de cana (panen raya tebu) em Jember, no leste de Java. O chefe do Estado-Maior da Força Aérea (KASAU), marechal M. Tonny Harjono, participou da colheita e apoiou a meta de autossuficiência em açúcar, associando-a à segurança alimentar nacional e ao objetivo de encerrar as importações.

A presença de uma alta figura militar indica que a autossuficiência em açúcar é tratada como prioridade nacional estratégica, e não como um programa agrícola rotineiro. Para importadores e exportadores, a questão-chave é o tempo. Ampliar a área de cana e a capacidade de moagem leva anos, de modo que qualquer redução na demanda indonésia por açúcar importado seria gradual, e não imediata.

Enquanto a produção interna não subir de fato, é improvável que os fluxos comerciais mudem, e os fornecedores que hoje enviam açúcar à Indonésia manteriam seus volumes no curto prazo. O número a acompanhar é se os Rp 65,77 trilhões se converterão em hectares plantados e usinas em operação — a capacidade física que, sozinha, pode alterar as necessidades de importação do país.

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