Exportações agrícolas da Índia divididas em agosto: arroz, pescado e carne sobem, especiarias e chá caem
As exportações de bens da Índia cresceram 26,1% na comparação anual em agosto de 2026, para 43,81 bilhões de dólares, mas o agro teve desempenho misto. Arroz, pescado, carne-lácteos-avicultura e café avançaram, enquanto especiarias, frutas e hortaliças, oleaginosas, farelos e chá recuaram. As importações de leguminosas e fertilizantes dispararam.
As exportações de bens da Índia alcançaram 43,81 bilhões de dólares em agosto de 2026, alta de 26,1% sobre os 34,73 bilhões de agosto de 2025, mas o comércio agrícola por trás desse número foi desigual. Arroz, pescado, carne, lácteos e avicultura, preparações de cereais, café e castanha de caju avançaram, enquanto especiarias, frutas e hortaliças, oleaginosas, farelos e chá recuaram, segundo dados de comércio divulgados pelo Rural Voice.
Nos cinco primeiros meses do ano fiscal, de abril a agosto de 2026, as exportações totais somaram 215,91 bilhões de dólares, contra 183,21 bilhões um ano antes, alta de 17,8%. Várias linhas de importação agrícola cresceram mais rápido do que qualquer categoria de exportação, lideradas por leguminosas, fertilizantes e frutas e hortaliças.
Arroz se mantém, pescado e carne aceleram
As exportações de arroz somaram 918 milhões de dólares em agosto de 2026, 4,1% acima dos 881 milhões de agosto de 2025. De abril a agosto, o total chegou a 4,812 bilhões, ante 4,71 bilhões, alta de 2,2%. O arroz segue como a maior fonte agrícola de divisas do período, mas entre as de menor crescimento.
O pescado subiu 27,8% em agosto, de 596 milhões para 761 milhões de dólares. No acumulado de abril a agosto, os embarques avançaram 14,3%, de 3,194 bilhões para 3,651 bilhões.
Carne, lácteos e avicultura registraram a maior alta mensal: 37,1%, de 506 milhões para 694 milhões de dólares. Nos cinco meses, a categoria avançou 43,9%, de 2,177 bilhões para 3,132 bilhões.
As preparações de cereais subiram 7,4% em agosto, de 288 milhões para 309 milhões, levando o acumulado de abril a agosto a 1,443 bilhão, ante 1,37 bilhão, alta de 5,3%. O café ganhou 17,1%, de 139 milhões para 163 milhões, com total de cinco meses em 924 milhões, contra 902 milhões (alta de 2,5%). A castanha de caju avançou 3,6%, de 26 milhões para 27 milhões, e 1,5% até 111 milhões de abril a agosto.
Especiarias, chá e farelos perdem espaço
Cinco categorias caíram tanto em agosto quanto no acumulado:
- Especiarias: 289 milhões de dólares em agosto, queda de 13,3% ante 333 milhões; de abril a agosto, 1,696 bilhão contra 1,832 bilhão.
- Frutas e hortaliças: 276 milhões, queda de 11,4% ante 312 milhões; de abril a agosto, recuo de 10,3%, para 1,40 bilhão, ante 1,561 bilhão.
- Oleaginosas: 86 milhões, queda de 16,7% ante 104 milhões; de abril a agosto, recuo de 18,9%, para 454 milhões, ante 561 milhões.
- Farelos: 51 milhões, queda de 48% ante 99 milhões; de abril a agosto, recuo de 21%, para 375 milhões, ante 474 milhões.
- Chá: 94 milhões, queda de 12,5% ante 107 milhões; de abril a agosto, recuo de 15,6%, para 355 milhões, ante 421 milhões.
Importações de leguminosas e fertilizantes sobem
As importações de leguminosas saltaram 77% em agosto, de 115 milhões para 203 milhões de dólares, e 38,5% de abril a agosto, de 841 milhões para 1,165 bilhão. As compras de frutas e hortaliças subiram 33,9% no mês, de 264 milhões para 354 milhões, e 30,5% nos cinco meses, para 1,752 bilhão.
As importações de fertilizantes cresceram 13,6% em agosto, de 1,66 bilhão para 1,886 bilhão de dólares. A conta acumulada de abril a agosto chegou a 8,206 bilhões, 53,2% acima dos 5,355 bilhões do mesmo período do ano anterior — a maior alta entre as categorias acompanhadas.
As importações de óleos comestíveis ficaram estáveis em agosto, em 2,027 bilhões de dólares, no mesmo nível de agosto de 2025. De abril a agosto, porém, subiram 11,3%, de 8,25 bilhões para 9,18 bilhões.