Exportações de durião do Vietnã atingem US$ 1,08 bilhão no primeiro semestre
As exportações vietnamitas de durião cresceram 31,6% em um ano e atingiram US$ 1,08 bilhão no primeiro semestre de 2026. A China respondeu por 91% da receita, enquanto o produto congelado ampliou o acesso a mercados distantes.
Embarques aceleram em junho
O Vietnã faturou US$ 1,08 bilhão com exportações de durião no primeiro semestre de 2026, aumento de 31,6% ante o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Associação de Frutas e Hortaliças do Vietnã citados pelo Mekong ASEAN. Junho deu forte impulso ao resultado: as vendas externas alcançaram US$ 523 milhões, 94,4% acima de maio e 19,5% maiores na comparação anual.
O durião fresco concentrou a maior parte do comércio de junho. Os exportadores embarcaram 141 mil toneladas no valor de US$ 463 milhões, altas mensais de 80,4% em volume e 90,9% em receita. Frente a junho de 2025, os aumentos foram de 29,8% e 22,2%, respectivamente. Os embarques de durião congelado chegaram a 12.460 toneladas e US$ 60,06 milhões, avanços mensais de 144% e 126,6%. Na comparação anual, o volume cresceu 8,6%, mas a receita subiu apenas 1,8%.
Fruta fresca domina a receita semestral
No semestre, as exportações de durião fresco totalizaram 287.800 toneladas e US$ 946,2 milhões. O volume aumentou 39,2% em um ano, enquanto a receita avançou 32,2%. Os embarques congelados cresceram 15,3% para 29 mil toneladas, e o faturamento subiu 28,2% para US$ 137,9 milhões. O Vietnã também exportou volumes menores de durião seco e em purê, sucos, bolos, doces e pó.
Os preços médios seguiram direções diferentes. O preço do durião fresco caiu 5% em um ano no primeiro semestre, para US$ 3.288 por tonelada, indicando que o aumento da receita veio do maior volume. O congelado subiu 11,2% para US$ 4.743 por tonelada. Somente em junho, o produto fresco teve média de US$ 3.275 por tonelada, 29,8% acima de maio, mas 5,8% abaixo de junho de 2025. O congelado ficou em US$ 4.819 por tonelada, quedas de 7,2% no mês e 6,3% no ano.
China concentra 91% das vendas
A China permaneceu, com grande distância, como o principal destino. O país comprou US$ 987 milhões em durião vietnamita no semestre, 43,1% mais que um ano antes e o equivalente a 91% de toda a receita de exportação. Taiwan ficou em segundo lugar, com US$ 24,5 milhões e queda de 4,9%. Hong Kong veio a seguir, com US$ 23,5 milhões e recuo de 24,3%, diante de Papua-Nova Guiné, que cresceu 9,1% para US$ 22 milhões.
Os Estados Unidos importaram US$ 13,3 milhões, alta de 9,5%, e o Canadá comprou US$ 4,2 milhões, avanço de 15,8%. O Japão registrou US$ 3,3 milhões, 2,1% acima do ano anterior. A Coreia do Sul apresentou a maior taxa de crescimento informada entre esses mercados, com alta de 128,6% para US$ 1,5 milhão. A Austrália recuou 6,3% para US$ 1,3 milhão.
Congelado abre mercados distantes
Curaçao surgiu como novo destino, com US$ 1,5 milhão em embarques no semestre. Nguyen Van Muoi, secretário-geral adjunto da Vinafruit, disse ao Mekong ASEAN que as empresas vietnamitas utilizaram congelamento rápido individual e logística refrigerada de longa distância. Isso permitiu entregar frutas inteiras congeladas e gomos sem casca, preservando o sabor e os padrões de segurança dos alimentos. A demanda vem de hotéis e restaurantes de alto padrão que atendem turistas internacionais, especialmente de origem asiática, além da população multicultural da ilha.
A Vinafruit prevê que as exportações nos últimos meses de 2026 se concentrem mais no durião congelado. O formato reduz as limitações sazonais e favorece vendas para destinos distantes, como Curaçao, Estados Unidos e União Europeia. Os exportadores também precisam responder ao endurecimento das inspeções técnicas, sobretudo na China, sobre auramina O, resíduos de cádmio, códigos das áreas de cultivo e instalações de embalagem. Enquanto um único mercado responder por 91% da receita, o cumprimento das exigências chinesas continuará decisivo, mesmo com as oportunidades de diversificação em produtos congelados e processados.