China e Estados Unidos lideram importações hortifrutícolas do Vietnã
As importações vietnamitas de frutas e hortaliças somaram cerca de US$ 1,85 bilhão nos primeiros sete meses de 2026, alta anual de 27,7%. A China respondeu por 39,5% do total, os Estados Unidos por 24,5% e a Nova Zelândia por 5,2%.
Importações avançam apesar da queda mensal
As importações vietnamitas de frutas e hortaliças somaram cerca de US$ 1,85 bilhão nos primeiros sete meses de 2026, aumento de 27,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o An Ninh Thu Do, que citou o Ministério da Indústria e Comércio. A expansão reflete a maior procura dos consumidores vietnamitas por uma oferta diversificada e o crescimento da demanda por matérias-primas na indústria doméstica de processamento.
Em julho de 2026, as importações foram estimadas em US$ 271,5 milhões. O valor ficou 5,0% abaixo do registrado em junho de 2026, mas superou em 9,4% o de julho de 2025. O crescimento anual continuou, portanto, apesar das oscilações de curto prazo nas compras mensais. Para fornecedores e importadores, a expansão acumulada é o sinal mais relevante, pois abrange um período maior e confirma um avanço considerável do mercado diante do ano anterior.
China e Estados Unidos dominam o fornecimento
A China permaneceu como a maior origem das frutas e hortaliças importadas pelo Vietnã. As compras chinesas totalizaram US$ 731,0 milhões no período de sete meses, alta anual de 49,0%, e representaram 39,5% do valor total. O fornecimento da China cresceu mais rapidamente que o mercado vietnamita como um todo e reforçou a liderança do país entre os parceiros comerciais.
Os Estados Unidos ficaram na segunda posição. O Vietnã gastou US$ 454,2 milhões com frutas e hortaliças norte-americanas nos primeiros sete meses, equivalentes a 24,5% do total. O país manteve um papel importante, embora a fonte tenha apontado alguma redução mensal do valor importado. Juntas, China e Estados Unidos responderam por 64,0% das importações vietnamitas. Essa participação mostra que as compras continuam concentradas apesar da presença de uma base mais ampla de fornecedores.
Nova Zelândia lidera o grupo secundário
A Nova Zelândia foi a terceira maior origem, com vendas de frutas e hortaliças de US$ 96,0 milhões. Seus embarques para o Vietnã cresceram 15,5% em relação ao ano anterior e representaram 5,2% das importações totais. O país ficou bem atrás dos dois fornecedores dominantes, mas à frente das demais origens secundárias identificadas nas informações disponíveis.
O Vietnã também comprou frutas e hortaliças de Myanmar, Austrália, Índia, Tailândia, África do Sul e Israel. O An Ninh Thu Do não informou os valores ou as participações desses países, o que impede uma comparação direta entre os fornecedores secundários. A lista mostra, contudo, que os compradores vietnamitas recorrem tanto a mercados da Ásia-Pacífico quanto a regiões produtoras mais distantes.
Crescimento traz oportunidades e riscos de concentração
A alta de 27,7% no valor total das importações abre oportunidades para produtores, embaladores e exportadores estrangeiros, além de distribuidores, varejistas e processadores vietnamitas. A demanda é sustentada pela preferência dos consumidores por variedade e pela necessidade industrial de insumos para processamento. Ao mesmo tempo, a participação conjunta de 64,0% da China e dos Estados Unidos deixa os importadores expostos a mudanças na disponibilidade, na logística e nas condições comerciais de dois mercados principais.
Fornecedores secundários podem competir atendendo a necessidades sazonais e industriais não cobertas pelas duas maiores origens. Os dados disponíveis, porém, mostram uma distância expressiva: os US$ 96,0 milhões da Nova Zelândia equivalem a apenas uma fração dos valores registrados por China e Estados Unidos. A base de importação do Vietnã é geograficamente diversificada, mas os gastos continuam fortemente direcionados aos dois principais parceiros.