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China produziu 21,3 milhões de toneladas de alho em 2022, cerca de 73% da oferta mundial

A China produziu 21,3 milhões de toneladas de alho em 2022, cerca de 73% dos 29,1 milhões mundiais, segundo o FAOSTAT. Em 2024 também liderou as exportações de alho fresco, com US$ 3,15 bilhões em vendas e 2,353 bilhões de quilos. Essa concentração torna a oferta chinesa determinante para os preços mundiais.

China produziu 21,3 milhões de toneladas de alho em 2022, cerca de 73% da oferta mundial

China produziu 21,3 milhões de toneladas de alho em 2022, cerca de 73% da produção mundial

A China segue como força dominante no mercado mundial de alho. Segundo o FAOSTAT, base estatística da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o país produziu 21.337.798 toneladas de alho em 2022, enquanto a produção global chegou a 29.149.438 toneladas no mesmo ano. Isso deu à China cerca de 73% da produção mundial, uma concentração incomum para uma única cultura agrícola, conforme informa o clickpetroleoegas.com.br.

Quando um país responde por quase três de cada quatro toneladas produzidas no planeta, sua posição deixa de ser apenas estatística e passa a definir a própria estrutura do mercado. Para os compradores, esse nível de concentração é central na avaliação do risco de abastecimento.

A escala em termos diários

Convertido em valor diário, o volume chinês de 2022 equivale a cerca de:

  • cerca de 58.460 toneladas por dia
  • mais de 2.436 toneladas por hora
  • pouco mais de 40 toneladas por minuto

Trata-se de um exercício matemático: a colheita real segue o calendário agrícola e não ocorre de forma contínua ao longo do ano, dependendo da época de plantio, do clima e da janela de retirada dos bulbos. Ainda assim, só a média diária já supera a produção anual inteira de muitos países.

Líder também nas exportações

O peso da China vai além do campo. Segundo o WITS, plataforma ligada ao Banco Mundial baseada em dados do UN Comtrade, o país liderou as exportações mundiais de alho fresco ou refrigerado em 2024, com vendas de US$ 3,15 bilhões e embarques de 2,353 bilhões de quilos. Isso ajuda a explicar por que o alho chinês aparece com tanta frequência em mercados de vários continentes.

A força do país não está apenas em colher grandes volumes, mas em limpar, secar, classificar, embalar e distribuir o produto em escala industrial para o comércio global. A liderança não depende de uma única fazenda gigantesca, mas de uma ampla base produtiva articulada com processamento e logística.

Uma cultura milenar com base industrial

O alho é uma das culturas agrícolas mais antigas conhecidas. O USDA Agricultural Research Service informa que o alho cresce de forma silvestre apenas na Ásia Central, apontada como centro de origem da espécie. Essa longa história ajuda a explicar por que o alho se tornou ingrediente central em tantas culinárias e matéria-prima para produtos desidratados, temperos e pastas.

Os dados disponíveis confirmam que a China segue muito à frente dos demais produtores. Com 21,3 milhões de toneladas em 2022 e cerca de 73% da produção mundial, apoiada em processamento e logística de escala continental, a presença do país passou de forte a determinante para o abastecimento mundial de alho. Sua produção influencia diretamente preços, disponibilidade e fluxos comerciais em diferentes regiões do mundo.

Análise completa do mercado

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