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Bolívia exporta US$ 11 milhões em lácteos com Colômbia dominando as vendas

A Bolívia exportou 3.169 toneladas de produtos lácteos por US$ 11 milhões entre janeiro e junho de 2026. A Colômbia concentrou 68,4% das vendas do setor em 2025, mantendo forte dependência de dois mercados vizinhos.

Bolívia exporta US$ 11 milhões em lácteos com Colômbia dominando as vendas

Embarques do semestre chegam a US$ 11 milhões

A Bolívia exportou US$ 11 milhões em produtos lácteos entre janeiro e junho de 2026, informou o El Deber com base em números do Instituto Boliviano de Comércio Exterior, elaborados a partir de dados do Instituto Nacional de Estatística. O volume comercializado nos seis meses chegou a 3.169 toneladas.

O resultado do primeiro semestre equivale a aproximadamente 44% dos US$ 25 milhões exportados durante todo o ano de 2025. Se o ritmo for mantido na segunda metade do ano, a receita anual poderá se aproximar do nível anterior. Os dados disponíveis, porém, não mostram se os embarques são distribuídos de maneira uniforme ao longo do ano.

O setor continua abaixo de seu pico recente. As exportações bolivianas de lácteos atingiram o recorde de US$ 42 milhões em 2022. Depois, somaram US$ 27,8 milhões em 2024 e recuaram 10%, para US$ 25 milhões, em 2025. Os números semestrais apontam, portanto, para uma relativa estabilidade diante de 2025, e não para uma retomada do recorde registrado quatro anos antes.

Colômbia e Peru absorvem quase todas as vendas

O comércio exterior boliviano de lácteos está concentrado de maneira quase absoluta em mercados sul-americanos vizinhos. A Colômbia recebeu 68,4% das exportações do setor em 2025, enquanto o Peru respondeu por 31,3%. A Venezuela ficou com os 0,3% restantes. Juntos, Colômbia e Peru compraram 99,7% dos lácteos exportados pela Bolívia.

Essa concentração oferece às indústrias bolivianas canais comerciais consolidados e rotas regionais relativamente curtas. Ao mesmo tempo, deixa os exportadores expostos a mudanças de demanda, preços e regulação em apenas dois destinos principais. Só a Colômbia representa cerca de dois terços do mercado. Uma redução das compras do país poderia afetar rapidamente a utilização das fábricas e o volume de leite cru absorvido pelos processadores voltados à exportação.

Os números de janeiro a junho de 2026 não apresentam uma divisão por destino, por isso ainda não é possível saber se a participação colombiana mudou neste ano. A estrutura de 2025 continua sendo a indicação disponível mais recente sobre os mercados externos dos lácteos bolivianos.

Produtos em pó e manteiga lideram a oferta

Leite e creme de leite em pó, além de manteiga, estão entre os principais produtos lácteos exportados pela Bolívia. Esses itens processados permitem que a indústria comercialize o leite além da cadeia doméstica de produtos frescos e conectam as regiões produtoras a compradores empresariais em outros países da América do Sul.

A base produtiva está distribuída por vários departamentos. Santa Cruz, Cochabamba, La Paz e Oruro aparecem entre as principais áreas leiteiras. A demanda externa é relevante, portanto, não apenas para processadores e comerciantes, mas também para produtores regionais que fornecem leite à indústria.

Para produtores e processadores, a principal questão no restante de 2026 será a capacidade de manter o volume e o valor dos embarques no ritmo do primeiro semestre. Para os operadores comerciais, a pequena variedade de destinos é igualmente relevante. Repetir os US$ 25 milhões de 2025 estabilizaria a receita anual após a retração de 10%, mas deixaria as exportações bem abaixo do pico de US$ 42 milhões e quase totalmente dependentes da Colômbia e do Peru.

Análise completa do mercado

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