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Azeite espanhol mantém quota nos EUA apesar das tarifas de Trump

As vendas de azeite espanhol para os EUA caíram apenas 3% em volume, para 77.099 toneladas, apesar das tarifas de 10 a 15%, segundo o ABC. A exportação total atingiu 574.677 toneladas na campanha 2025-26 (+2%), com China, México e Coreia do Sul a absorverem a pressão.

Azeite espanhol mantém quota nos EUA apesar das tarifas de Trump

Os exportadores espanhóis de azeite mantiveram a sua posição nos Estados Unidos apesar das tarifas de 10 a 15% impostas pela administração de Donald Trump aos produtos europeus, e das ameaças repetidas do presidente norte-americano de iniciar um embargo comercial contra a Espanha. Segundo uma reportagem publicada pelo ABC com base em dados oficiais, as vendas no território norte-americano recuaram apenas 3% em volume.

Vendas aos EUA quase intactas

O setor do azeite espanhol, liderado pela Andaluzia, vendeu 77.099 toneladas nos Estados Unidos, o equivalente a 13% de todo o azeite exportado. As tarifas sobre os produtos europeus situam-se entre 10 e 15% desde a entrada em vigor do acordo comercial com a UE, em 1 de julho. O Observatório de Preços e Mercados do governo regional confirmou que os mercados internacionais continuam a procurar o azeite andaluz, embora a preços mais baixos do que as cotações recorde das campanhas anteriores.

A exportação global mantém-se forte. Segundo os dados oficiais mais recentes do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação (MAPA), baseados em estatísticas do Eurostat acumuladas até abril da campanha 2025-26, as vendas ao exterior atingiram 574.677 toneladas. Isso representa um aumento de 2% face ao mesmo período da campanha anterior e um crescimento de 11,7% em relação à média das quatro campanhas precedentes.

A UE continua a dominar, com a Itália à frente

A União Europeia continua a ser o principal destino e absorve 60% do volume total exportado, ou seja, 342.377 toneladas, estável com variação de 0% em termos homólogos. Os mercados terceiros, liderados pelos EUA, concentram os restantes 40%, isto é, 232.299 toneladas.

  • A Itália é o principal comprador, com uma quota de 32% e 181.061 toneladas, menos 4% do que no ano anterior.
  • Portugal adquiriu 56.945 toneladas, sobretudo azeite a granel para embalar e depois redistribuir a outros mercados.
  • A França aumentou as compras em 7%, ultrapassando as 50.500 toneladas.
  • O Reino Unido manteve-se estável, com pouco mais de 23.620 toneladas.

Ásia e América Latina compensam a pressão

Os mercados alternativos em que o setor oleícola andaluz se concentrou após as tensões tarifárias com os EUA começam a dar frutos, com aumentos de volume de dois dígitos que compensam a ligeira queda dos mercados tradicionais. A China registou o maior aumento, com as exportações de azeite espanhol a subirem 42% em termos homólogos, para 16.065 toneladas e uma quota de 3% do total global.

Segundo o Icex, o azeite detém uma quota de mercado de apenas 3% na China, o que deixa uma enorme margem de crescimento num mercado de mais de 1.400 milhões de habitantes, onde o produto é posicionado ligado à saúde e à classe média-alta. Uma campanha recente da Interprofesional del Aceite de Oliva centrou-se precisamente em manter a liderança espanhola na China após dois anos de incerteza devido à baixa produção. A Coreia do Sul também aumentou 29% as suas compras de azeite espanhol.

O México consolidou-se como um mercado estável, com uma subida de 34%, para 11.468 toneladas na campanha 2025-26. A nota negativa veio da Austrália, cujas importações a partir de Espanha caíram acentuadamente 21%, reduzindo o volume para 10.665 toneladas.

Análise completa do mercado

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