Preço da ameixa moldava cai para 8-10 leus por kg apesar das exportações
O preço grossista da ameixa moldava caiu para 8-10 leus por quilograma perante a expectativa de uma colheita abundante em 2026. As exportações continuam ativas porque o produto moldavo está mais barato do que na Ucrânia e na Polónia, segundo a Logos Press e dados da EastFruit.
Colheita abundante pressiona o mercado
O preço grossista da ameixa na Moldávia caiu rapidamente para 8-10 leus por quilograma, embora os exportadores continuem a enviar volumes significativos para o exterior. A pressão imediata vem da expectativa de uma colheita abundante em 2026, que aumenta a oferta disponível para comerciantes e processadores durante o principal período de comercialização.
A Logos Press informou que os fruticultores moldavos esperam uma boa colheita e ameixas de qualidade em 2026. A associação Moldova Fruct estima que a produção ficará 12-16% acima da registada em 2025. As estatísticas oficiais apontam para uma colheita de 114 mil toneladas no ano anterior.
Um aumento desta dimensão obriga os produtores a encontrar compradores para muito mais fruta num período limitado. A ameixa fresca é perecível, pelo que as explorações não podem armazenar toda a colheita enquanto aguardam preços melhores. A capacidade de embalagem e refrigeração, a disponibilidade de transporte e o acesso às unidades de processamento tornam-se mais importantes à medida que a colheita acelera.
Vantagem de preço sustenta exportações
A procura externa oferece um canal de escoamento, mas não impediu a queda dos preços grossistas internos. A monitorização da EastFruit citada pela Logos Press indicou 0,53 por quilograma para a ameixa moldava, contra 0,67 na Ucrânia e 0,71 na Polónia. O texto original não especificou a moeda destas três referências comparáveis.
Os comerciantes citados pela publicação apontaram esta diferença como uma das razões para a atividade exportadora. Os fornecedores moldavos conseguem oferecer fruta abaixo dos preços grossistas concorrentes nos mercados próximos. Isso favorece os embarques, embora a maior colheita reduza simultaneamente o poder negocial dos produtores no mercado interno.
A comparação também evidencia a importância da logística. Um preço mais baixo à saída da exploração ou no grossista deixa margem para cobrir seleção, embalagem e frete. No entanto, atrasos nas fronteiras, falta de camiões ou capacidade frigorífica insuficiente podem reduzir rapidamente a vantagem no preço de entrega. A qualidade e a consistência da classificação determinarão quanto da colheita seguirá para mercados de fruta fresca de maior valor e quanto irá para processamento.
Preço continua elevado face aos últimos anos
A queda recente não significa que a ameixa esteja excecionalmente barata em comparação com campanhas anteriores. A monitorização da EastFruit mostra que o nível atual permanece cerca de 13-15% acima do registado em agosto do ano passado. É também o preço mais alto observado neste mês durante os últimos cinco anos.
O cenário é, assim, misto para os produtores. Os preços nominais continuam relativamente firmes, mas recuam à medida que mais oferta chega ao mercado. Os exportadores beneficiam de um custo de compra competitivo, enquanto os agricultores enfrentam pressão para vender depressa e preservar a qualidade. Os processadores poderão obter mais matéria-prima se o mercado de frescos não absorver toda a produção.
A questão central para o resto da campanha é saber se a procura externa e o processamento interno conseguirão acompanhar a maior colheita. O desconto face à Ucrânia e à Polónia favorece as vendas, mas um excedente persistente poderá aumentar a pressão sobre os preços grossistas. Recolha eficiente, classificação rápida e transporte transfronteiriço fiável serão essenciais para limitar perdas e encaminhar a fruta para os mercados com os melhores preços disponíveis.