Pesquisa de mercado

Mercado de sebo no Brasil

Mercado de sebo no Brasil

Data de lançamento: mar 28, 2026

Entrega: 15 minutos após o pagamento

Período de análise: 2017-2025

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Português English

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Observações de relatórios anteriores

A produção brasileira de sebo manteve-se estável entre 2018 e 2020, em torno de 1,1 milhão de toneladas por ano, sustentada pelo grande setor de processamento de carnes do país. O mercado era fortemente voltado para a produção doméstica de biodiesel, que respondia por cerca de 65% do uso do sebo, conforme o marco regulatório estabelecido pelo Decreto 9.013/2017. Em 2019, a Lei 5.403/2019 introduziu regras mais rigorosas para os varejistas de carne, com potencial impacto nas cadeias de suprimento de matéria-prima. O volume do mercado cresceu para 1,19 milhão de toneladas em 2020, mas recuou para 1,132 milhão de toneladas em 2021, com a produção caindo para 1,076 milhão de toneladas.

A partir de 2022, o Brasil passou de importador líquido para exportador líquido de sebo, impulsionado pela forte demanda externa, especialmente dos Estados Unidos. Esse movimento foi acompanhado pelo desenvolvimento de indicadores de preços de exportação. Apesar da queda na produção para 993 mil toneladas em 2022, a produção recuperou-se para 1,082 milhão de toneladas em 2023, após a JBS comprometer-se a fornecer sebo para a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). A demanda doméstica foi reforçada pela legislação que determina o aumento da mistura de biodiesel para B20 até 2030, o que motivou investimentos como a modernização de R$ 140 milhões da JBS Biopower para produção de biodiesel a partir de sebo. O volume do mercado caiu para 885 mil toneladas em 2023, enquanto as exportações dispararam para 245 mil toneladas.

O impulso exportador acelerou em 2024, com os embarques brasileiros de sebo atingindo volumes recordes — um aumento de 136% nos primeiros oito meses em relação a 2023 —, impulsionados pela forte demanda dos EUA e pelos incentivos dos programas de biocombustíveis americanos. O Brasil tornou-se o maior fornecedor de sebo para os EUA, com as compras americanas subindo 377% no início de 2024. Políticas domésticas, incluindo o aumento da mistura de biodiesel para B14 em 2024, apoiaram o consumo interno e os preços, que atingiram o pico de R$ 5,15/kg em agosto de 2024. O mercado de sebo mantém-se altamente valorizado, com demanda aquecida interna e externa, e investimentos em certificações internacionais para melhor preço e acesso aos mercados de óleo vegetal hidratado e combustível sustentável de aviação.

Sumário

  1. 1. Aviso legal
  2. 2. Termos de uso do relatório
  3. 3. Códigos de produtos nas classificações estatísticas usadas no relatório
  4. 4. Principais indicadores e tendências do mercado
    1. 4.1. Principais indicadores do mercado
      1. 4.1.1. Em espécie
        1. 4.1.1.1. Produção, 2018-2023
        2. 4.1.1.2. Importações, 2018-2025
        3. 4.1.1.3. Exportações, 2018-2025
        4. 4.1.1.4. Tamanho do mercado, 2018-2023
    2. 4.2. Tendências e fatores do mercado
  5. 5. Produção
    1. 5.1. Produção no Brasil
      1. 5.1.1. Dinâmica anual da produção no Brasil em espécie, 2018-2023, mil t
      2. 5.1.2. Dinâmica anual da produção no Brasil em valor, 2018-2023, $ US
    2. 5.2. Produção global por país, 2018-2023
      1. 5.2.1. Dinâmica anual da produção por macrorregiões em espécie, 2018-2023, mil t
      2. 5.2.2. Dinâmica da estrutura de produção por macrorregiões em espécie, 2018-2023
      3. 5.2.3. Dinâmica anual da produção por país em espécie, 2018-2023, mil t
      4. 5.2.4. Estrutura da produção por países em espécie, 2018-2023
      5. 5.2.5. Dinâmica da estrutura de produção por países em espécie, 2018-2023
  6. 6. Importações
    1. 6.1. Importações (Dados diretos)
      1. 6.1.1. Importações - Informações gerais
      2. 6.1.2. Importações em espécie, mil t
        1. 6.1.2.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 6.1.2.2. Dinâmica de importações do produto em espécie para o Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 6.1.2.3. Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 6.1.3. Importações em valor, M $ US
        1. 6.1.3.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2025, M $ US
        2. 6.1.3.2. Dinâmica de importações do produto em valor para o Brasil por países, 2018-2025, M $ US
        3. 6.1.3.3. Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 6.1.4. Preço médio de importações do produto, $ US/t
        1. 6.1.4.1. Dinâmica anual do preço médio de importações do produto para o Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 6.1.4.2. Dinâmica do preço médio de importações do produto para o Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
    2. 6.2. Importações (Dados espelho)
      1. 6.2.1. Importações - Informações gerais
      2. 6.2.2. Importações em espécie, mil t
        1. 6.2.2.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 6.2.2.2. Dinâmica de importações do produto em espécie para o Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 6.2.2.3. Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 6.2.3. Importações em valor, M $ US
        1. 6.2.3.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2025, M $ US
        2. 6.2.3.2. Dinâmica de importações do produto em valor para o Brasil por países, 2018-2025, M $ US
        3. 6.2.3.3. Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 6.2.4. Preço médio de importações do produto, $ US/t
        1. 6.2.4.1. Dinâmica anual do preço médio de importações do produto para o Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 6.2.4.2. Dinâmica do preço médio de importações do produto para o Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
  7. 7. Exportações
    1. 7.1. Exportações (Dados diretos)
      1. 7.1.1. Exportações - Informações gerais
      2. 7.1.2. Exportações em espécie, mil t
        1. 7.1.2.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 7.1.2.2. Dinâmica de exportações do produto em espécie do Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 7.1.2.3. Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 7.1.3. Exportações em valor, M $ US
        1. 7.1.3.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2025, M $ US
        2. 7.1.3.2. Dinâmica de exportações do produto em valor do Brasil por países, 2018-2025, M $ US
        3. 7.1.3.3. Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 7.1.4. Preço médio de exportações do produto, $ US/t
        1. 7.1.4.1. Dinâmica anual do preço médio de exportações do produto do Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 7.1.4.2. Dinâmica do preço médio de exportações do produto do Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
    2. 7.2. Exportações (Dados espelho)
      1. 7.2.1. Exportações - Informações gerais
      2. 7.2.2. Exportações em espécie, mil t
        1. 7.2.2.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 7.2.2.2. Dinâmica de exportações do produto em espécie do Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 7.2.2.3. Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 7.2.3. Exportações em valor, M $ US
        1. 7.2.3.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2025, M $ US
        2. 7.2.3.2. Dinâmica de exportações do produto em valor do Brasil por países, 2018-2025, M $ US
        3. 7.2.3.3. Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 7.2.4. Preço médio de exportações do produto, $ US/t
        1. 7.2.4.1. Dinâmica anual do preço médio de exportações do produto do Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 7.2.4.2. Dinâmica do preço médio de exportações do produto do Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
  8. 8. Balança comercial
    1. 8.1. Balança comercial (Dados diretos)
      1. 8.1.1. Em espécie, mil t
      2. 8.1.2. Em valor, M $ US
    2. 8.2. Balança comercial (Dados espelho)
      1. 8.2.1. Em espécie, mil t
      2. 8.2.2. Em valor, M $ US
  9. 9. Principais países compradores e vendedores, 2018-2025
    1. 9.1. Dados diretos
      1. 9.1.1. Importação em valor por países-compradores
      2. 9.1.2. Exportação em valor por países-fornecedores
    2. 9.2. Dados espelho
      1. 9.2.1. Importação em valor por países-compradores
      2. 9.2.2. Exportação em valor por países-fornecedores

Produção de sebo no Brasil

Em espécie, 2018-2021, mil t

Entre 2018 e 2021, o Brasil foi o segundo maior produtor mundial de sebo.

Maiores produtores de de sebo, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial da produção de de sebo, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Após dois anos de crescimento, a produção de sebo no Brasil registrou uma queda. Em 2021, foram produzidas 1 076 mil toneladas de sebo no país, representando um leve declínio de 2,3% em relação a 2020. O valor máximo foi alcançado em 2020, com 1 101 mil toneladas. O maior aumento ocorreu em 2019, com uma alta de 1,3%.

Dinâmica anual da produção no Brasil em espécie, 2018-2021, mil t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior1.3%0.6%(2.3%)(0.2%)
Fonte: SHEV.io

Exportações de sebo do Brasil

Exportações em espécie, t

O mercado apresentou uma tendência instável ao longo do período analisado. As exportações atingiram o ponto mais baixo em 2018 e alcançaram o máximo em 2021, com uma amplitude de 10,9 vezes entre esses anos. Em 2021, as exportações brasileiras de sebo totalizaram 22 453 toneladas, um aumento expressivo de 304,4% em comparação com o ano anterior. A maior queda foi registrada em 2020, com uma redução de 46,8%, enquanto o maior aumento ocorreu em 2019, com um crescimento de 408,5%.

Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2021, t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior408.5%(46.8%)304.4%122.0%
Fonte: SHEV.io

De 2018 a 2021, os principais compradores de sebo do Brasil foram os Estados Unidos (24,2% das exportações em volume), a China (17,1% das exportações em volume) e os Países Baixos (13,4% das exportações em volume), que juntos representaram 54,7% do total das exportações em volume.

Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Exportações em valor, mil $ US

O mercado demonstrou uma tendência volátil durante o período. Os volumes atingiram o ponto mais baixo em 2018 e o pico em 2021, com uma relação de 17 vezes entre esses extremos. Em 2021, os embarques de sebo do Brasil para o exterior alcançaram 37 130 mil dólares americanos, refletindo um aumento súbito de 334,3% em relação ao ano anterior. A maior queda foi observada em 2020, com uma redução de 6,4%.

Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2021, mil $ US

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior329.4%(6.4%)334.3%159.4%
Fonte: SHEV.io

No período de 2018 a 2021, a China (25,9% das exportações em valor), os Estados Unidos (23,3% das exportações em valor) e Hong Kong (16,2% das exportações em valor) formaram o principal grupo de destinos para as exportações em valor do sebo brasileiro, com uma participação combinada de 65,4% do total dos fluxos.

Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Importações de sebo para o Brasil

Importações em espécie, t

Após dois anos de alta, os volumes de importação de sebo pelo Brasil diminuíram. Em 2021, as importações totalizaram 78 766 toneladas, uma redução de 17,1% em relação ao ano anterior. Entre 2018 e 2021, as importações aumentaram 48,4%, o que equivale a uma taxa anualizada de 14,1%. O valor máximo foi registrado em 2020, com 95 011 toneladas, ano em que também ocorreu o maior aumento, de 62,4%.

Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2021, t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior10.2%62.4%(17.1%)14.1%
Fonte: SHEV.io

De 2018 a 2021, o Paraguai (53,7% das importações em volume), o Uruguai (19,7% das importações em volume) e a Argentina (13,7% das importações em volume) lideraram o ranking de fornecedores de sebo para o Brasil, com uma participação combinada de 87,1% do total das importações em volume.

Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Importações em valor, mil $ US

As importações de sebo pelo Brasil aumentaram pelo terceiro ano consecutivo. Em 2021, o Brasil importou 73 583 mil dólares americanos em sebo, refletindo um crescimento robusto de 11,4% em comparação com 2020. No período de 2018 a 2021, as importações aumentaram 143,7%, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 34,6%.

Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2021, mil $ US

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior1.8%115.0%11.4%34.6%
Fonte: SHEV.io

De 2018 a 2021, o Paraguai (54,0% das importações em valor), o Uruguai (20,9% das importações em valor) e os Estados Unidos (12,1% das importações em valor) mantiveram-se como os principais fornecedores de sebo para o Brasil, representando conjuntamente 86,9% do total das importações em valor.

Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

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