Pesquisa de mercado

Mercado de desperdícios e aparas de papel ou cartão no Brasil

Mercado de desperdícios e aparas de papel ou cartão no Brasil

Data de lançamento: mar 29, 2026

Entrega: 15 minutos após o pagamento

Período de análise: 2017-2025

Report language:
Português English

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Observações de relatórios anteriores

Entre 2018 e 2021, o mercado brasileiro de resíduos de papel e papelão passou por flutuações moderadas, inicialmente limitadas pela infraestrutura de coleta inadequada e baixa conscientização dos consumidores. A entrada de novos players privados, como a nova fábrica de embalagens de papelão ondulado da Mazurky, começou a expandir a capacidade de reciclagem. A pandemia de COVID-19 em 2020 interrompeu a coleta em centros comerciais, mas simultaneamente impulsionou a demanda por materiais de embalagem, elevando a taxa de reciclagem de papel para 70% e criando uma escassez que pressionou os preços para cima. Essa maior demanda sustentou o volume de mercado, que atingiu 5,1 milhões de toneladas em 2021, com taxas de reciclagem mantidas acima de 68% e a coleta de papel ondulado alcançando uma taxa de recuperação de 91,4%.

A trajetória do mercado mudou a partir de 2022 com a introdução do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) e do Decreto Federal 10.936/2022, que estabeleceu o programa Recicla+ para estimular a reciclagem. Apesar desses incentivos regulatórios, grandes produtores como Klabin e Westrock expandiram seus projetos de kraft liner de fibra virgem, reduzindo a demanda interna por papel reciclado. Em 2023, a Klabin inaugurou novas máquinas de celulose virgem e suspendeu temporariamente unidades de papel reciclado, priorizando a fibra primária. Combinado com restrições governamentais à importação de resíduos e uma queda de 60% nos preços do papel de resíduo devido a um excesso de oferta de celulose virgem, o volume total coletado pelos processadores caiu aproximadamente um terço, levando a uma forte contração no tamanho do mercado para 4,3 milhões de toneladas.

Nos anos seguintes, o mercado continuou a enfrentar desafios, com a taxa de reciclagem caindo para 59,7% em 2024. Discussões legislativas sobre isenções fiscais para papel reciclado e o iminente Decreto 12.688/2025—que estabeleceu metas progressivas para reciclagem e conteúdo reciclado em embalagens—influenciaram o planejamento das empresas. Em 2025, o decreto entrou em vigor, determinando o aumento das taxas de recuperação e conteúdo reciclado até 2040, enquanto o mercado viu um aumento nas importações de papel reciclado pronto, refletindo distorções regulatórias e a volatilidade contínua de preços.

Sumário

  1. 1. Aviso legal
  2. 2. Termos de uso do relatório
  3. 3. Códigos de produtos nas classificações estatísticas usadas no relatório
  4. 4. Principais indicadores e tendências do mercado
    1. 4.1. Principais indicadores do mercado
      1. 4.1.1. Em espécie
        1. 4.1.1.1. Produção, 2018-2023
        2. 4.1.1.2. Importações, 2018-2025
        3. 4.1.1.3. Exportações, 2018-2025
        4. 4.1.1.4. Tamanho do mercado, 2018-2023
    2. 4.2. Tendências e fatores do mercado
  5. 5. Produção
    1. 5.1. Produção no Brasil
      1. 5.1.1. Dinâmica anual da produção no Brasil em espécie, 2018-2023, mil t
      2. 5.1.2. Dinâmica anual da produção no Brasil em valor, 2018-2023, $ US
    2. 5.2. Produção global por país, 2018-2023
      1. 5.2.1. Dinâmica anual da produção por macrorregiões em espécie, 2018-2023, mil t
      2. 5.2.2. Dinâmica da estrutura de produção por macrorregiões em espécie, 2018-2023
      3. 5.2.3. Dinâmica anual da produção por país em espécie, 2018-2023, mil t
      4. 5.2.4. Estrutura da produção por países em espécie, 2018-2023
      5. 5.2.5. Dinâmica da estrutura de produção por países em espécie, 2018-2023
  6. 6. Exportações
    1. 6.1. Exportações (Dados diretos)
      1. 6.1.1. Exportações - Informações gerais
      2. 6.1.2. Exportações em espécie, mil t
        1. 6.1.2.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 6.1.2.2. Dinâmica de exportações do produto em espécie do Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 6.1.2.3. Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 6.1.3. Exportações em valor, mil $ US
        1. 6.1.3.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2025, mil $ US
        2. 6.1.3.2. Dinâmica de exportações do produto em valor do Brasil por países, 2018-2025, mil $ US
        3. 6.1.3.3. Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 6.1.4. Preço médio de exportações do produto, $ US/t
        1. 6.1.4.1. Dinâmica anual do preço médio de exportações do produto do Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 6.1.4.2. Dinâmica do preço médio de exportações do produto do Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
    2. 6.2. Exportações (Dados espelho)
      1. 6.2.1. Exportações - Informações gerais
      2. 6.2.2. Exportações em espécie, mil t
        1. 6.2.2.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 6.2.2.2. Dinâmica de exportações do produto em espécie do Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 6.2.2.3. Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 6.2.3. Exportações em valor, mil $ US
        1. 6.2.3.1. Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2025, mil $ US
        2. 6.2.3.2. Dinâmica de exportações do produto em valor do Brasil por países, 2018-2025, mil $ US
        3. 6.2.3.3. Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 6.2.4. Preço médio de exportações do produto, $ US/t
        1. 6.2.4.1. Dinâmica anual do preço médio de exportações do produto do Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 6.2.4.2. Dinâmica do preço médio de exportações do produto do Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
  7. 7. Importações
    1. 7.1. Importações (Dados diretos)
      1. 7.1.1. Importações - Informações gerais
      2. 7.1.2. Importações em espécie, mil t
        1. 7.1.2.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 7.1.2.2. Dinâmica de importações do produto em espécie para o Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 7.1.2.3. Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 7.1.3. Importações em valor, mil $ US
        1. 7.1.3.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2025, mil $ US
        2. 7.1.3.2. Dinâmica de importações do produto em valor para o Brasil por países, 2018-2025, mil $ US
        3. 7.1.3.3. Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 7.1.4. Preço médio de importações do produto, $ US/t
        1. 7.1.4.1. Dinâmica anual do preço médio de importações do produto para o Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 7.1.4.2. Dinâmica do preço médio de importações do produto para o Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
    2. 7.2. Importações (Dados espelho)
      1. 7.2.1. Importações - Informações gerais
      2. 7.2.2. Importações em espécie, mil t
        1. 7.2.2.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2025, mil t
        2. 7.2.2.2. Dinâmica de importações do produto em espécie para o Brasil por países, 2018-2025, mil t
        3. 7.2.2.3. Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2025
      3. 7.2.3. Importações em valor, mil $ US
        1. 7.2.3.1. Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2025, mil $ US
        2. 7.2.3.2. Dinâmica de importações do produto em valor para o Brasil por países, 2018-2025, mil $ US
        3. 7.2.3.3. Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2025
      4. 7.2.4. Preço médio de importações do produto, $ US/t
        1. 7.2.4.1. Dinâmica anual do preço médio de importações do produto para o Brasil, 2018-2025, $ US/t
        2. 7.2.4.2. Dinâmica do preço médio de importações do produto para o Brasil por países, 2018-2025, $ US/t
  8. 8. Balança comercial
    1. 8.1. Balança comercial (Dados diretos)
      1. 8.1.1. Em espécie, mil t
      2. 8.1.2. Em valor, mil $ US
    2. 8.2. Balança comercial (Dados espelho)
      1. 8.2.1. Em espécie, mil t
      2. 8.2.2. Em valor, mil $ US
  9. 9. Principais países compradores e vendedores, 2018-2025
    1. 9.1. Dados diretos
      1. 9.1.1. Importação em valor por países-compradores
      2. 9.1.2. Exportação em valor por países-fornecedores
    2. 9.2. Dados espelho
      1. 9.2.1. Importação em valor por países-compradores
      2. 9.2.2. Exportação em valor por países-fornecedores

Produção de desperdícios e aparas de papel ou cartão no Brasil

Em espécie, 2018-2021, mil t

O Brasil esteve entre os principais produtores mundiais de resíduos de papel e papelão no período de 2018 a 2021, ocupando a 10ª posição em termos de volume de produção.

Maiores produtores de de desperdícios e aparas de papel ou cartão, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial da produção de de desperdícios e aparas de papel ou cartão, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Em 2021, o Brasil produziu 4 890 mil toneladas de resíduos de papel e papelão, mantendo-se praticamente estável em comparação com o ano anterior. No período de 2018 a 2021, a produção registrou uma queda de 3,4%, com uma taxa de crescimento anual composta de 1,2%. O menor valor foi observado em 2019, com 4 868 mil toneladas. A maior redução ocorreu em 2019, de 3,9%, enquanto o maior aumento foi registrado em 2020, de 0,5%.

Dinâmica anual da produção no Brasil em espécie, 2018-2021, mil t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior(3.9%)0.5%(0.1%)(1.2%)
Fonte: SHEV.io

Exportações de desperdícios e aparas de papel ou cartão do Brasil

Exportações em espécie, mil t

Após dois anos de queda, as exportações brasileiras de resíduos de papel e papelão apresentaram crescimento. Em 2021, as exportações atingiram 21,7 mil toneladas, refletindo um aumento significativo de 24,9% em relação a 2020. No período de 2018 a 2021, as exportações caíram 51,5%, o que equivale a uma taxa anualizada de 21,4%. O menor valor foi registrado em 2020, com 17,4 mil toneladas, e a maior queda ocorreu em 2019, de 46,0%.

Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2021, mil t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior(46.0%)(28.1%)24.9%(21.4%)
Fonte: SHEV.io

No período de 2018 a 2021, o Paraguai (53,3% das exportações em volume), a China (16,6% das exportações em volume) e a Bolívia (14,8% das exportações em volume) formaram o núcleo das exportações em volume, representando juntos 84,7% do total dos fluxos.

Estrutura de exportações do produto em espécie por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de exportações do produto do Brasil em espécie, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Exportações em valor, mil $ US

Após dois anos de declínio, as exportações brasileiras de resíduos de papel e papelão em valor aumentaram. Em 2021, o Brasil exportou 2 793 mil dólares americanos de resíduos de papel e papelão, mostrando um crescimento de 9,8% em comparação com 2020. No período de 2018 a 2021, as exportações caíram 74,8%, o que equivale a uma taxa anualizada de 36,9%. O menor valor foi registrado em 2020, com 2 545 mil dólares americanos, e a maior queda ocorreu em 2019, de 63,6%.

Dinâmica anual de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2021, mil $ US

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior(63.6%)(37.0%)9.8%(36.9%)
Fonte: SHEV.io

No período de 2018 a 2021, a Bolívia (25,5% das exportações em valor), o Paraguai (25,0% das exportações em valor) e a Venezuela (22,5% das exportações em valor) representaram a maior parcela das exportações em valor, totalizando juntas 73,0% dos fluxos totais.

Estrutura de exportações do produto em valor por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de exportações do produto do Brasil em valor, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Importações de desperdícios e aparas de papel ou cartão para o Brasil

Importações em espécie, mil t

Os dados revelam mudanças irregulares, indicando um ambiente de mercado volátil. O menor volume de importações de resíduos de papel e papelão no Brasil foi registrado em 2019, com 21,4 mil toneladas, enquanto o maior ocorreu em 2021, com 189,0 mil toneladas, representando um aumento acentuado de 676,5% em relação ao ano anterior. A diferença entre esses anos foi de 8,8 vezes. A maior queda foi observada em 2019, de 15,0%.

Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2021, mil t

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior(15.0%)13.9%676.5%95.9%
Fonte: SHEV.io

No período de 2018 a 2021, os Estados Unidos foram o principal mercado para as importações de resíduos de papel e papelão no Brasil, representando 77,0% do total das importações em volume, enquanto outros destinos formaram uma parcela menos significativa.

Estrutura de importações do produto em espécie por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de importações do produto para o Brasil em espécie, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Importações em valor, mil $ US

O mercado mostrou sinais de volatilidade ao longo do período observado. O menor valor das importações de resíduos de papel e papelão no Brasil foi registrado em 2019, com 4 221 mil dólares americanos, enquanto o pico ocorreu em 2021, com 51 793 mil dólares americanos, equivalente a um aumento acentuado de 982,3% em relação ao ano anterior. A diferença entre esses anos foi de 12,3 vezes. A maior queda foi observada em 2019, de 21,6%.

Dinâmica anual de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2021, mil $ US

Parâmetro201920202021CAGR
1Variação em relação ao ano anterior(21.6%)13.4%982.3%112.7%
Fonte: SHEV.io

No período de 2018 a 2021, os Estados Unidos permaneceram como os principais fornecedores de resíduos de papel e papelão para o Brasil, com 81,8% do total das importações em valor, enquanto o restante foi distribuído por muitos outros países.

Estrutura de importações do produto em valor por países, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

Mapa mundial de importações do produto para o Brasil em valor, 2018-2021

Fonte: SHEV.io

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