Vietnã importou carne suína de 19 mercados em oito meses, com o Brasil respondendo por 45,1% do volume
O Brasil forneceu 45,1% do volume de carne suína importada pelo Vietnã nos primeiros oito meses de 2026, à frente de Rússia e Espanha, segundo o vietnambiz.vn, que cita o Ministério da Indústria e Comércio do país. A Índia seguiu como maior fornecedora de carnes e produtos cárneos no total, com 20,39% do volume e 580,8 milhões de dólares. O volume importado de suínos subiu 18,8%, para 124.100 toneladas, enquanto a conta caiu 23,8%.
O Vietnã importou carne suína de 19 mercados nos primeiros oito meses de 2026, e só o Brasil respondeu por 45,1% do volume total, informa o vietnambiz.vn. O veículo cita o boletim de mercado de produtos agrícolas, florestais e pesqueiros publicado em 30 de setembro pelo Ministério da Indústria e Comércio, com dados do Departamento de Aduanas.
No conjunto das categorias de carne, a maior fornecedora continuou sendo a Índia. Os embarques indianos representaram 20,39% do volume total importado pelo Vietnã em carnes e produtos cárneos nos oito meses, e o país pagou por eles 580,8 milhões de dólares, segundo o vietnambiz.vn. Os dois rankings descrevem fluxos diferentes: a Índia lidera a conta geral de carnes, enquanto o Brasil controla o segmento suíno.
Quatro fornecedores cobrem mais de 90% do volume de suínos
Em volume, a estrutura das importações vietnamitas de carne suína entre janeiro e agosto ficou assim:
- Brasil — 45,1%
- Rússia — 21,24%
- Espanha — 19,87%
- Alemanha — 4,58%
- Outros mercados — 9,21%
As três maiores origens somam 86,21% do volume importado de carne suína. Os 15 mercados restantes entre os 19 fornecedores dividem 9,21%, o que deixa processadores e tradings vietnamitas com pouca alternativa prática caso o fornecimento de uma das origens principais seja interrompido.
Volume em alta, conta em baixa
As importações acumuladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada alcançaram 124.100 toneladas, no valor de 212,64 milhões de dólares, com alta de 18,8% em volume e queda de 23,8% em valor frente ao mesmo período de 2025. O preço médio de importação caiu 35,9% em um ano, para 1.712 dólares por tonelada.
A diferença entre as duas tendências é o número central do levantamento. Os compradores vietnamitas levaram quase um quinto mais de carne suína estrangeira gastando cerca de um quarto menos no total. Para fornecedores de Brasil, Rússia, Espanha e Alemanha, o mercado cresceu em toneladas e encolheu em receita ao mesmo tempo.
Exportação segue marginal
A carne suína fresca, refrigerada ou congelada também foi o produto cárneo mais exportado pelo Vietnã no período: 4.200 toneladas por 36,15 milhões de dólares, queda de 23% em volume e de 15,7% em valor em um ano. Hong Kong (China) foi o principal destino, com embarques 25% menores em volume e 18,9% menores em valor.
A tonelagem exportada equivale a cerca de um trinta avos do volume importado de suínos, embora o valor médio da tonelada embarcada seja várias vezes o preço médio de importação.
Preço interno do suíno vivo sob pressão
Em setembro, o preço do suíno vivo no Vietnã oscilou entre 57.000 e 60.000 dongs por quilograma. No norte, a faixa foi de 58.000 a 60.000 dongs, com fechamento do mês em 58.000 dongs, 2.000 dongs abaixo do fim de agosto. Na região central e no Planalto Central, o intervalo ficou entre 57.000 e 59.000 dongs, encerrando setembro em 57.000 dongs, queda de 1.000 dongs. No sul, os preços se mantiveram entre 58.000 e 59.000 dongs e terminaram o mês em 58.000 dongs, estáveis em relação ao fim de agosto.
A queda continuou em outubro. Em 2 de outubro, o vietnambiz.vn informou que os preços do suíno vivo seguiam caindo e que cotações de 55.000 dongs por quilograma já apareciam nas três regiões. A carne suína importada a 1.712 dólares por tonelada chega justamente a essa estrutura de preços mais fraca, e a combinação de volumes importados maiores com preços de porteira em queda é o principal ponto de pressão para os criadores vietnamitas na entrada do quarto trimestre.