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Testes suecos apontam anomalias em dois casos de mel de origem grega

A Suécia notificou à rede europeia de controle dois casos de mel de origem grega que levantaram suspeitas de adulteração. Os resultados incluíram problemas com o teor de açúcares, ácido cítrico, 275 mg/kg de ácido acético, amilase exógena e um desvio separado no perfil de açúcares.

Testes suecos apontam anomalias em dois casos de mel de origem grega

Dois produtos de origem grega entram no registro europeu

Controles realizados na Suécia identificaram dois casos de mel de origem grega com resultados de composição que levantaram suspeitas de adulteração. Segundo a publicação grega especializada Cibum, ambos aparecem no relatório mensal mais recente da Comissão Europeia sobre suspeitas de fraude na cadeia agroalimentar. As duas notificações foram apresentadas pela Suécia.

O primeiro caso envolveu problemas relacionados ao teor de açúcares, presença de ácido cítrico e ácido acético na concentração de 275 mg/kg, além de amilase exógena de Aspergillus oryzae. O país de origem declarado era a Grécia. A segunda notificação também tratava de mel identificado como grego e registrava um desvio no perfil de açúcares.

Enzima exógena levanta dúvidas sobre autenticidade

As amilases são enzimas que decompõem carboidratos complexos. A Cibum observou que a detecção de uma enzima exógena pode ser relevante na verificação da autenticidade do mel, pois enzimas podem estar associadas à produção ou ao processamento de xaropes de açúcar. Um perfil de açúcares fora do padrão também pode levantar suspeitas, embora o registro resumido da Comissão não determine a causa exata do desvio no segundo caso.

As informações públicas não identificam as marcas comerciais, os produtores ou as empresas que colocaram os dois produtos no mercado. Também não indicam se o mel foi enviado diretamente da Grécia para a Suécia, se passou por outro Estado-membro ou se foi analisado durante a produção, o atacado, a importação ou o varejo. O registro sinaliza uma possível não conformidade, mas não aponta um operador ou uma etapa específica da cadeia como responsável.

Essa distinção é importante para apicultores e exportadores gregos. Sem informações sobre os lotes e sem a conclusão da investigação, os resultados não podem ser aplicados ao conjunto do mel grego. Ainda assim, compradores podem exigir documentação mais detalhada, rastreabilidade por lote e provas laboratoriais antes de aceitar produtos comercializados como sendo de origem grega.

Fraude no mel continua sendo um problema europeu

Os dois casos integram um esforço mais amplo da União Europeia para identificar mel não autêntico. Na operação coordenada From the Hives, realizada pela Comissão Europeia, pelo Joint Research Centre e pelas autoridades nacionais, 147 de 320 amostras de mel importado foram classificadas como suspeitas de não conformidade, ou 46%. Os resultados mostraram tanto a dimensão do problema quanto a dificuldade de comprovar adulterações sofisticadas em laboratório.

Produtos comercializados como mel devem cumprir a definição da Diretiva Europeia do Mel. A Comissão já afirmou que as autoridades nacionais devem agir quando produtos que não atendem a essa definição são vendidos como mel. A Diretiva (UE) 2024/1438 também alterou as regras de rotulagem para misturas de mel, exigindo a indicação dos países de origem e, como regra, do percentual correspondente a cada país.

A rotulagem da origem, isoladamente, não mostra se foram adicionados açúcares ou outras substâncias externas. As notificações suecas reforçam a necessidade de métodos analíticos harmonizados capazes de diferenciar o mel autêntico de produtos com açúcares exógenos. Permanecem sem resposta a identidade dos produtos, os resultados laboratoriais completos, a eventual notificação das autoridades gregas e qualquer recolhimento ou medida administrativa posterior.

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