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Tartaristão bate recorde de leite sob pressão dos custos de produção

O Tartaristão produziu um recorde de 2,37 milhões de toneladas de leite no ano passado e manteve a liderança entre as regiões russas. A produção cresceu quase 5% no primeiro trimestre, mas os custos duplicaram em oito anos, enquanto o preço do leite cru subiu apenas 22%.

Tartaristão bate recorde de leite sob pressão dos custos de produção

Produção recorde reforça a liderança regional

O Tartaristão produziu um recorde de 2,37 milhões de toneladas de leite no ano passado e manteve-se como a maior região produtora da Rússia, segundo o Respublika Tatarstan. O crescimento continuou no ano corrente: a produção do primeiro trimestre aumentou quase 5%.

Os números reforçam o papel da república como uma das principais bases de abastecimento da indústria russa de laticínios. Uma oferta ampla e crescente de leite cru sustenta fazendas, redes de coleta e processadores, desde pequenas empresas agrícolas até grandes unidades industriais. O recorde, porém, coincide com a deterioração da rentabilidade das propriedades, o que levanta dúvidas sobre a continuidade do ritmo atual.

Custos avançam mais do que o preço ao produtor

Os produtores recebem 32,88 rublos pelo leite cru, informou o Respublika Tatarstan. O preço de venda está 22% acima do nível de oito anos atrás, enquanto o custo de produção aumentou 100% no mesmo período. A União Nacional dos Produtores de Leite atribui o desequilíbrio ao encarecimento da energia, à alta de determinados componentes das rações e à inflação geral.

Essa diferença significa que produzir mais não melhora automaticamente as margens. A pecuária leiteira exige gastos contínuos com ração, eletricidade, saúde animal, mão de obra e manutenção do rebanho. Quando essas despesas crescem muito mais do que o preço do leite cru, os produtores perdem capacidade para modernizar as instalações ou ampliar os rebanhos, mesmo numa região com volumes recordes.

A pressão também alcança os processadores. As fazendas precisam de preços que cubram os custos crescentes, enquanto as indústrias devem administrar as próprias despesas e os valores aceitos por atacadistas e consumidores. O aumento da produção garante às empresas do Tartaristão uma grande oferta local, mas a continuidade desse abastecimento depende da situação financeira dos fornecedores.

Base industrial reúne empresas de diferentes escalas

A União dos Produtores de Leite da República do Tartaristão também publicou uma classificação de fazendas e processadores regionais. Entre as propriedades com até 500 cabeças, ficou em primeiro lugar a fazenda de Ansel Vafaullin, no distrito de Yutazinsky. A fazenda de Zufar Mukhametshin, no distrito de Sabinsky, liderou a categoria de 500 a 1.000 cabeças, enquanto a empresa agrícola Unysh, no distrito de Atninsky, venceu o grupo acima de 1.000.

No processamento, a Agrosila-Moloko, de Naberezhnye Chelny, liderou a categoria de empresas que recebem menos de 200 toneladas por dia. Entre as unidades com mais de 200 toneladas diárias, foram apontadas como líderes as fábricas de laticínios de Kazan e Zelenodolsk e o Grupo Vamin, de Kazan.

A presença de operadores de diversos portes mostra que o setor leiteiro do Tartaristão não depende de um único modelo de produção. As pequenas fazendas contribuem para a coleta local de matéria-prima, enquanto grandes propriedades e fábricas fornecem a escala necessária ao processamento industrial. O volume recorde fortalece essa rede, mas a divergência de oito anos entre os preços do leite e os custos de produção continua a ser o principal risco comercial.

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