Tailândia abre rota de Mae Sai para o comércio de frutas frescas com a China
A Tailândia autorizou o posto de Mae Sai e o corredor R3B, que atravessa Myanmar, para o comércio de frutas frescas com a China. O Ministério da Agricultura prevê exportações tailandesas de pelo menos 45 bilhões de baht por ano pela rota.
Mae Sai recebe status oficial para o comércio de frutas frescas
A Tailândia incluiu oficialmente o posto de Mae Sai, na província de Chiang Rai, entre os pontos de entrada e saída autorizados para o comércio de frutas frescas com a China. As cargas tailandesas agora podem seguir pelo corredor R3B, de Mae Sai a Daluo, passando por Tachileik e Mong La. O transporte obedecerá a um protocolo bilateral sobre quarentena e inspeção de frutas frescas movimentadas através de um terceiro país.
Segundo o Daily News, a autorização ocorreu após um acordo entre Tailândia e China na nona reunião do Comitê Conjunto de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. A decisão cria outra opção logística para o setor de frutas tailandês, que precisa movimentar grandes volumes sazonais para o mercado chinês em períodos curtos.
R3B oferece alternativa ao congestionado corredor R3A
O Escritório Nacional de Padrões de Produtos Agrícolas e Alimentos da Tailândia, responsável pela coordenação sanitária e fitossanitária, preparou o corredor com autoridades da China e de Myanmar. Esta é a primeira utilização de R3B para transportar frutas frescas tailandesas à China, o que torna essencial a coordenação entre fronteiras, serviços de inspeção e transportadoras.
A nova rota pretende reduzir o congestionamento de R3A, até agora o principal corredor terrestre para os embarques tailandeses de frutas à China. De acordo com o Daily News, o desvio de parte do fluxo para R3B deverá diminuir o tempo e as despesas de transporte, além de distribuir o risco logístico. A capacidade adicional ganha importância durante a safra, quando o rápido aumento da oferta pressiona postos fronteiriços, transportadores e preços domésticos.
Sudoeste da China fica mais acessível
R3B também oferece aos fornecedores tailandeses outra porta de entrada para o sudoeste chinês, especialmente a província de Yunnan e as áreas próximas. A região tem população numerosa, poder de compra crescente e forte demanda por frutas tropicais. Durião, mangostão, longan e outras frutas tailandesas poderão alcançar mais compradores pelo corredor.
O Ministério da Agricultura e Cooperativas da Tailândia estima que a abertura oficial de Mae Sai possa sustentar pelo menos 45 bilhões de baht em exportações anuais de frutas tailandesas pela rota. O ministério também espera apoio aos preços pagos aos produtores, redução do risco de excesso sazonal de oferta e maior poder de negociação para os agricultores. O valor é uma projeção do comércio que a rota pode viabilizar, e não um volume de embarques já realizado.
Conformidade continua sendo o principal risco comercial
Um segundo corredor não elimina as exigências chinesas de importação. Produtores, empacotadores e exportadores tailandeses precisam manter os padrões fitossanitários, a qualidade e a rastreabilidade. O Daily News informou que a China está reforçando os controles sobre produtos agrícolas importados; cargas reprovadas na inspeção podem ser recusadas ou devolvidas imediatamente.
O valor comercial de R3B dependerá tanto da confiabilidade das inspeções, do processamento nas fronteiras e do trânsito por Myanmar quanto da demanda chinesa. Os produtores ganham outro canal de venda no pico da safra, enquanto os comerciantes poderão dividir as cargas entre R3A e R3B. A nova rota amplia a capacidade e cria uma conexão alternativa, mas a conformidade constante determinará quanto dos 45 bilhões de baht projetados se transformará em exportação efetiva.