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Suinicultores polacos alertam para encerramento de granjas sem medidas urgentes

Produtores de suínos do distrito polaco de Piotrków afirmam que a deterioração económica poderá levar mais explorações a abandonar a atividade. O setor pede maior monitorização das importações de carne suína, fiscalização do mercado e medidas de competitividade.

Suinicultores polacos alertam para encerramento de granjas sem medidas urgentes

Produtores dizem que o tempo está a esgotar-se

Os suinicultores polacos alertam que mais explorações poderão liquidar os seus efetivos se o governo não responder rapidamente à deterioração das condições do setor. Segundo a top agrar Polska, produtores do distrito de Piotrków afirmaram que uma reunião online com representantes do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural não trouxe respostas concretas para as suas principais preocupações.

A reunião realizou-se em 17 de julho. O ministro da Agricultura, Stefan Krajewski, não participou, apesar de informações oficiosas anteriores indicarem a sua presença. Dois dias depois, os produtores locais fizeram um balanço das conversações e defenderam que as medidas discutidas até agora não correspondem à dimensão das dificuldades.

Os produtores atribuem a crise a várias pressões simultâneas. Entre elas estão a peste suína africana, o aumento dos custos de produção, as mudanças no mercado da carne suína e a crescente concorrência. O número de explorações polacas com suínos continua a diminuir, enquanto alguns jovens agricultores questionam se poderão permanecer na atividade.

Importações de carne suína dominam o debate

Uma das principais reivindicações é o acesso a informação mais completa sobre a composição das importações polacas de produtos suínos. Os produtores dizem que o debate público se concentra frequentemente nos leitões e suínos de engorda importados, mas presta menos atenção às meias-carcaças e aos cortes adquiridos no estrangeiro pelas unidades de processamento. Querem saber por que razão a indústria escolhe carne externa e como essas compras afetam a procura de animais nacionais.

Os suinicultores não apresentaram volumes de importação nem identificaram países fornecedores. Consideram, porém, necessário separar as entradas de animais vivos, carcaças e cortes para avaliar corretamente o mercado interno e preparar apoios eficazes. Sem esses dados, a pressão da carne importada sobre as explorações polacas poderá ser subestimada.

Os participantes relataram que os representantes do ministério apontaram limitações à monitorização em tempo real da carne que entra na Polónia. Os produtores rejeitaram a ideia de que lhes cabe detetar irregularidades, defendendo que a fiscalização e a aplicação das regras são responsabilidades do Estado. As propostas incluem melhor acompanhamento do mercado, maior supervisão das importações e medidas para reforçar a competitividade da produção polaca.

Contração ameaça o mercado nacional de rações

As consequências iriam além das explorações suinícolas. Um efetivo nacional menor reduziria a procura de cereais polacos usados em rações e retiraria um importante canal de venda aos produtores agrícolas. Os participantes alertaram que os cerealistas poderão enfrentar sérias dificuldades de comercialização à medida que a suinicultura encolhe.

A renovação geracional é outra preocupação. Segundo os produtores, cada vez mais jovens agricultores deixam de ver um futuro viável na suinicultura e enfrentam dificuldades financeiras. Novas saídas reduziriam a base produtiva nacional e poderiam aumentar a importância da carne e dos animais importados para processadores que precisam de fornecimento estável.

O ministério informou que continua a analisar a situação do setor. Os produtores entregaram as suas propostas e aguardam uma resposta, mas alertam que os atrasos permitirão novos encerramentos. As prioridades imediatas são dados transparentes sobre as importações, fiscalização mais forte e condições económicas que permitam às explorações polacas competir.

Análise completa do mercado

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