Rússia torna-se o terceiro fornecedor de suínos da China após crescimento de 26,9%
A Rússia tornou-se o terceiro maior fornecedor de produtos suínos da China entre janeiro e agosto de 2026, ultrapassando o Reino Unido. As compras chinesas cresceram 26,9% em termos anuais, para US$ 75,3 milhões, e chegaram a US$ 13,3 milhões em agosto.
Rússia ultrapassa o Reino Unido
A Rússia tornou-se o terceiro maior fornecedor de produtos suínos da China nos primeiros oito meses de 2026, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas chinesa citados pela Interfax. As compras chinesas à Rússia somaram US$ 75,3 milhões entre janeiro e agosto, aumento de 26,9% ante os US$ 59,4 milhões do mesmo período de 2025.
O crescimento colocou a Rússia à frente do Reino Unido, que forneceu US$ 70,8 milhões no período. A China comprou essa categoria de um total de 17 países. Os exportadores russos entraram, assim, no grupo dos principais fornecedores pouco mais de dois anos após o início dos embarques comerciais.
A Espanha continuou como maior fornecedora, com vendas de US$ 312,4 milhões, enquanto o Brasil ficou em segundo lugar, com US$ 163,6 milhões. O valor russo ainda foi inferior à metade do brasileiro e a um quarto do espanhol. A terceira posição representa uma entrada relevante no mercado, mas ainda não desafia diretamente os dois fornecedores dominantes.
Compras aceleram em agosto
As compras chinesas à Rússia chegaram a US$ 13,3 milhões em agosto de 2026, ante US$ 11,3 milhões em agosto de 2025 e US$ 11,8 milhões em julho de 2026, informou a Interfax. Os valores aduaneiros indicam crescimento anual de cerca de 18%, embora a manchete fornecida aponte alta de 12%. Na comparação com julho, o valor aumentou US$ 1,5 milhão.
Agosto respondeu por quase 18% das vendas russas à China acumuladas entre janeiro e agosto. A manutenção desse ritmo sustentaria novo crescimento nos meses restantes do ano. Os dados disponíveis, porém, não informam volumes físicos, composição dos produtos nem preços médios. Portanto, mostram o valor do comércio, mas não permitem separar o efeito de maiores embarques, preços mais altos ou uma combinação dos dois.
A Rússia exportou US$ 86,5 milhões em produtos suínos para a China durante todo o ano de 2025, valor 1,6 vez superior aos US$ 53,3 milhões de 2024. As vendas dos primeiros oito meses de 2026 já equivaliam a cerca de 87% do total de 2025, oferecendo a produtores e processadores uma base mais forte para ampliar sua presença no mercado chinês.
Acesso é ampliado para mais fornecedores
A carne suína russa chegou pela primeira vez ao mercado chinês em abril de 2024. A China havia retirado a proibição de importação no outono de 2023. A autorização inicial foi concedida a três empresas: Miratorg, Tambov Bacon, do grupo Rusagro, e Velikoluksky Meat Processing Plant.
A lista de exportadores habilitados foi ampliada em julho de 2026 com a inclusão da Kursk Meat Processing Plant. Uma fábrica adicional aprovada pode elevar a produção disponível para a China e distribuir as oportunidades de exportação entre mais processadores. Os números aduaneiros, contudo, não detalham as vendas por empresa.
Para os compradores chineses, o avanço da Rússia acrescenta uma fonte relevante de abastecimento ao lado de Espanha, Brasil e Reino Unido. Para os produtores russos, a terceira posição confirma o rápido progresso desde a reabertura do mercado, mas a grande distância para Espanha e Brasil também revela a dimensão da próxima etapa. O desempenho futuro dependerá da capacidade aprovada, da competitividade comercial e da manutenção do acesso ao mercado regulado de carnes da China.