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Rússia entra no top 10 mundial de importadores e consumidores de café

A Rússia consolidou-se entre os dez maiores importadores de café do mundo e, ao mesmo tempo, entre os dez maiores mercados de consumo, informa o eurosmi.ru. A Indonésia já está entre os três principais fornecedores de café em grão e solúvel, e os canais latino-americanos passaram a ser complementados por rotas pelo Sudeste Asiático.

Rússia entra no top 10 mundial de importadores e consumidores de café

Top 10 dos dois lados da conta

A Rússia garantiu um lugar entre os dez maiores importadores de café do mundo e, ao mesmo tempo, está entre os dez maiores países consumidores, informa o eurosmi.ru. A publicação descreve a posição do país como firme entre os Estados que compram os maiores volumes de café no exterior, com o consumo interno já no mesmo patamar. A classificação é atribuída a dados de analistas, sem identificação da casa de análise, e não são divulgados o volume em toneladas nem o valor por trás de nenhuma das duas posições.

As duas classificações estão ligadas. Não há cultivo comercial de café na Rússia, e o eurosmi.ru observa que a demanda que se forma no mercado interno é atendida em grande parte por importações. Qualquer aumento adicional do consumo passa, portanto, direto para os volumes comprados no exterior e para a capacidade de frete, o financiamento das operações e o desembaraço aduaneiro do café verde e do solúvel.

Demanda em alta num mercado de chá

A Rússia é tradicionalmente classificada como país de cultura de consumo de chá, e a virada para o café vem de várias direções ao mesmo tempo, segundo o eurosmi.ru. A publicação aponta a mudança de hábitos de consumo, a expansão das redes de cafeterias e a popularidade crescente do preparo doméstico com máquinas de cápsula e de grãos.

Essa composição importa para os processadores. Os formatos de cápsula e de grão exigem matéria-prima e embalagem diferentes das do segmento solúvel, e o consumo fora do domicílio é atendido por um conjunto de compradores distinto do varejo. O eurosmi.ru descreve a demanda resultante como estável e não passageira: é esse o perfil com que os importadores planejam volumes anuais e a razão por que o crescimento aparece nas classificações de importação e não apenas no faturamento do varejo.

Indonésia entre os três principais fornecedores

O eurosmi.ru identifica a Indonésia como um dos três principais fornecedores de café à Rússia, tanto em grão como solúvel. As origens indonésias, em especial o robusta, têm demanda pela combinação de preço acessível com perfil de bebida característico, o que, segundo a publicação, torna o país um parceiro importante no momento de reconfiguração das cadeias logísticas.

Essa posição abrange dois negócios distintos: matéria-prima para torrefadores e blendadores locais e café solúvel acabado para a prateleira. O nível de preço do robusta o torna a base de trabalho dos blends e da produção de solúvel, de modo que uma origem forte em robusta influencia a estrutura de custos já na etapa de processamento, e não só no ponto de venda.

O fortalecimento dos fornecedores asiáticos decorreu de uma reorientação dos fluxos comerciais depois que parte das empresas ocidentais deixou o mercado russo, informa o eurosmi.ru. Os canais tradicionais da América Latina foram complementados por novas rotas pelo Sudeste Asiático, o que a publicação associa à estabilidade do sortimento e dos preços na prateleira.

O que isso significa na prática

O eurosmi.ru apresenta as consequências em dois níveis. Para o consumidor, não prevê interrupções de abastecimento no curto prazo e avalia que a concorrência entre fornecedores de regiões diferentes deve conter a alta dos preços no varejo. Para as empresas, lê a situação como sinal para montar contratos diretos com produtores asiáticos em vez de operar por intermediários.

  • Abastecimento: sem interrupções previstas no curto prazo, com compras distribuídas entre origens latino-americanas e do Sudeste Asiático.
  • Preços: a concorrência inter-regional atua contra aumentos no varejo.
  • Estratégia de compra: contratos diretos com produtores asiáticos, sem intermediários, com perspectiva de custos menores e sortimento mais amplo, do arábica premium ao robusta mais acessível.

O que a reportagem não traz é a camada mensurável: nem volumes de importação, nem valores, nem comparação ano a ano, nem fonte identificada para a classificação. Para os analistas do mercado, o teste será se a posição entre os dez primeiros se confirma na estatística aduaneira e por país de origem, e como os três principais fornecedores se dividem entre embarques de grão e de solúvel.

Análise completa do mercado

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