Quirguistão e China abrem exportações de grãos pelo posto fronteiriço de Torugart
Quirguistão e China acordaram escoar as exportações de grãos pelo posto fronteiriço de Torugart, aliviando a carga sobre o posto de Erkeshtam. As mesmas conversações resultaram em três protocolos sobre cavalos, carne processada de ovino e caprino e frutos vermelhos frescos.
Quirguistão e China acordaram organizar a exportação de produtos de grãos pelo posto de passagem de Torugart, na fronteira quirguiz-chinesa, acrescentando uma segunda rota rodoviária para as remessas agrícolas destinadas ao mercado chinês, informou o economist.kg citando o serviço de imprensa do Gabinete de Ministros do Quirguistão.
O entendimento foi alcançado em reunião entre Erlis Akunbekov, vice-presidente do Gabinete de Ministros do Quirguistão, e Sun Meijun, ministro da Administração-Geral das Alfândegas da China. A mesma rodada de negociações produziu três novos protocolos sobre exportações alimentares quirguizes e tratou do fornecimento de combustível em sentido inverso.
Os grãos ganham um segundo posto
O transporte de grãos por Torugart pretende reduzir a carga sobre o posto de Erkeshtam e ampliar a capacidade disponível para o comércio agrícola entre os dois países, afirmou o serviço de imprensa do Gabinete em declarações reproduzidas pelo economist.kg. Torugart e Erkeshtam são as duas portas rodoviárias do Quirguistão para a Região Autônoma Uigur de Xinjiang e ambas estão em passagens de alta montanha, com capacidade diária limitada, o que torna a divisão do fluxo uma questão prática e não formal.
As partes também discutiram a ampliação do horário de funcionamento de Torugart. Para carga agrícola a granel, a jornada de um posto de montanha restringe tanto quanto a própria estrada: o caminhão que não conclui o desembaraço dentro do dia espera pelo seguinte, e esse tempo é pago pelo embarcador. Não foram divulgados volumes, condições tarifárias nem data de início do tráfego de grãos por Torugart.
Três protocolos sobre cavalos, carne e frutos vermelhos
Após as conversações, o Ministério da Agricultura do Quirguistão e a Administração-Geral das Alfândegas da China assinaram três protocolos que estabelecem os requisitos a serem cumpridos pelos fornecimentos quirguizes no mercado chinês, informou o economist.kg. Os documentos abrangem:
- cavalos;
- carne processada de ovino e caprino;
- frutos vermelhos frescos.
Os protocolos bilaterais são o instrumento de trabalho do controle chinês de importações em alimentos e produtos agrícolas. O acesso é concedido categoria a categoria, com as condições veterinárias e fitossanitárias inscritas em cada documento, de modo que um protocolo assinado para frutos vermelhos nada significa para a carne, e vice-versa. Para o exportador, a assinatura marca o início do processo e não o seu fim: as remessas costumam começar apenas depois que produtores e unidades de processamento são registrados junto à alfândega chinesa e os procedimentos de inspeção são acertados.
Lista de produtos autorizados em expansão
O Quirguistão já havia obtido o direito de enviar framboesas, amoras e groselhas para a China, tendo as partes assinado um protocolo fitossanitário separado para essas remessas, observa o economist.kg. Em abril de 2026, Quirguistão e China assinaram outros 17 protocolos que regulam a exportação de produtos agrícolas quirguizes para o mercado chinês, de modo que os três documentos atuais dão continuidade a uma sequência em curso e não representam um passo isolado.
A reunião tratou ainda do fornecimento de combustíveis e lubrificantes da China para o Quirguistão e da cooperação entre as duas administrações aduaneiras, sinal de que a pauta vai além da agricultura. A combinação é característica da troca entre as duas economias: alimentos e matérias-primas agrícolas seguem para leste, combustíveis e manufaturados para oeste.
O que os novos entendimentos valem em volume permanece em aberto. Os documentos criam canais legais e uma segunda rota física para os grãos, mas sua conversão em embarques dependerá do regime de funcionamento que for definido para Torugart, da rapidez com que os produtores quirguizes cumpram as exigências chinesas de registro e do excedente de grãos que o país consiga efetivamente oferecer. Nenhum desses parâmetros foi especificado na divulgação dos resultados das negociações.