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Produtores polacos reduzem batata após preço cair para 4,5 groszy por kg

Produtores polacos estão reduzindo a produção depois que excedentes foram vendidos por apenas 4–4,5 groszy por quilograma. Um especialista atribui a queda à sobreoferta doméstica sem contrato, não às importações alemãs, enquanto agricultores também apontam exportações fracas e barreiras administrativas.

Produtores polacos reduzem batata após preço cair para 4,5 groszy por kg

Excedente leva produtores a sair do mercado

Os produtores polacos de batata estão reduzindo a atividade depois do colapso dos preços na safra 2025/2026, que deixou algumas propriedades com receitas de apenas alguns groszy por quilograma. Marcin Gryn, agricultor da voivodia de Lublin, disse ao farmer.pl que está abandonando quase totalmente a produção comercial. Metade da colheita anterior foi vendida a uma unidade de biogás por cerca de 45 zlotys por tonelada, o equivalente a 4,5 groszy por quilograma.

Gryn pretende manter somente duas variedades e material próprio de plantio para preservar a possibilidade de voltar caso o mercado melhore. Uma parte da safra havia sido contratada com fábricas de amido por cerca de 50 groszy por quilograma, enquanto o restante foi vendido mais tarde por uma fração desse valor. A diferença confirmou a importância de fixar o preço antes da colheita, mesmo quando o contrato apenas cobre os custos.

Outras propriedades continuam pressionadas. Piotr Konieczny, do Protesto Nacional de Agricultores de Base, disse ao WP Finanse que centenas de milhares de toneladas ainda estavam armazenadas na primavera devido aos excedentes, às exportações fracas e ao aumento das importações. Ofertas de 30–40 groszy por quilograma para produto embalado em sacos de 15 quilogramas não cobriam sequer eletricidade, aquecimento e ventilação durante o inverno.

Especialista rejeita importações alemãs como principal causa

Wiesław Dzwonkowski afirmou em um seminário sobre o mercado polaco que a principal causa da queda foi a superprodução doméstica, sobretudo o cultivo sem comprador garantido. Segundo sua estimativa, cerca de 1 milhão de toneladas adicionais chegaram ao mercado em relação ao ano anterior, após produtores ampliarem a área em resposta aos preços elevados da safra precedente. A indústria de amido elevou as compras em pelo menos 300 mil toneladas, mas não conseguiu absorver o excedente restante.

Dzwonkowski disse que a Europa Ocidental também registrou excedentes e vendas a preços mínimos. Ele rejeitou a afirmação de que importações baratas da Alemanha foram a principal causa da crise polaca. Nos 11 meses entre julho de 2025 e maio de 2026, a Polônia exportou cerca de 104 mil toneladas e importou aproximadamente 85 mil toneladas de batata, registrando seu primeiro saldo comercial positivo em muitos anos.

Gryn apresentou uma avaliação diferente. Ele lembrou que a área polaca de batata caiu de aproximadamente 280 mil hectares, há alguns anos, para cerca de 185 mil hectares atualmente. Na avaliação do agricultor, o país está perdendo clientes, e não apenas produzindo demais. Testes adicionais também podem prolongar os procedimentos de exportação em até duas semanas, afastando compradores em um mercado que exige entregas rápidas.

Contratos protegem enquanto Ucrânia amplia capacidade

A grande diferença entre os preços contratados e os do mercado livre está se tornando decisiva para o planejamento da produção. Dzwonkowski explicou que os processadores normalmente apresentam preços em janeiro e fevereiro e podem oferecer prêmios por assinatura antecipada ou entrega pontual. Os contratos também criam obrigações e custos, incluindo a compra de batata-semente certificada, significativamente mais cara do que o material disponível no mercado livre.

A Ucrânia representa um desafio de prazo mais longo para os processadores polacos. As regras fitossanitárias impedem atualmente a importação de batata ucraniana, mas o país produz entre 15 milhões e mais de 20 milhões de toneladas anuais, conforme diferentes estimativas. Dzwonkowski citou uma grande fábrica em construção que produzirá inicialmente amido e depois processará cerca de 500 mil toneladas, inclusive para fabricar batata frita. Essa capacidade equivale a quase metade da produção polaca atual de batata frita. Como aproximadamente um quinto das exportações polacas do produto segue para a Ucrânia, a expansão do processamento local pode reduzir a procura por produtos acabados da Polônia, mesmo que as restrições sobre a matéria-prima continuem.

Análise completa do mercado

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