Produtor russo suspende exportações de salmão após captura fraca em 2026
A empresa pesqueira do Extremo Oriente russo DRUK destinará todo o peixe vermelho e as ovas disponíveis ao mercado doméstico após uma temporada limitada em 2026. A decisão envolve apenas um produtor e não representa uma suspensão geral das exportações russas de salmão.
Toda a produção disponível ficará na Rússia
A Companhia de Gestão Pesqueira do Extremo Oriente, conhecida pela sigla russa DRUK, decidiu suspender as exportações de peixe vermelho e ovas e destinar toda a produção disponível a compradores na Rússia. A medida foi tomada diante das restrições à captura durante a difícil temporada de salmão do Pacífico de 2026.
O chefe da Agência Federal de Pesca da Rússia, Ilya Shestakov, anunciou a decisão no Fórum Internacional da Indústria Pesqueira e na exposição de pesca, frutos do mar e tecnologia em São Petersburgo. Segundo o Mosregtoday, Shestakov afirmou que a empresa pretende preservar a disponibilidade de seus produtos para os consumidores russos. O Agrotime informou que o abandono das vendas externas deve ampliar o volume que permanece no mercado doméstico.
As reportagens não informam quanto salmão e quantas ovas a DRUK normalmente produz ou exporta, quais países recebem os embarques nem quanto tempo durará a suspensão. Portanto, não é possível calcular a perda de exportações ou a oferta adicional na Rússia. Enquanto a captura continuar limitada, os compradores russos terão prioridade sobre os clientes estrangeiros da companhia.
Captura de salmão do Pacífico fica abaixo do esperado
O Agrotime descreveu a temporada de 2026 como pior que o esperado tanto no volume capturado quanto no calendário de chegada dos peixes. Citando dados divulgados anteriormente pelo Instituto Russo de Pesquisa de Pesca e Oceanografia, o VNIRO, a publicação informou uma captura de salmão do Pacífico de cerca de 97 mil toneladas, diante de uma expectativa de 227 mil toneladas.
Isso deixa a captura registrada aproximadamente 130 mil toneladas abaixo da expectativa citada pelo VNIRO. Os números se referem ao conjunto da pesca de salmão do Pacífico, e não à produção individual da DRUK, mas explicam a limitação de recursos que motivou a decisão. Quando há menos peixe disponível, processadores e vendedores precisam dividir a matéria-prima entre o mercado doméstico, os contratos de exportação e a produção de ovas.
Especialistas do VNIRO também haviam identificado uma queda no retorno dos salmões desde 2020 e relacionaram a mudança, em parte, à alteração das condições oceânicas. As fontes não apresentam uma previsão atualizada para toda a temporada nem uma divisão por espécie ou região. Assim, não está claro como o déficit se distribui entre áreas de pesca e produtores.
Decisão de exportação se limita a uma empresa
A retirada da DRUK dos mercados externos não significa uma suspensão geral das exportações russas de peixe vermelho. O Agrotime destacou que uma única companhia decidiu vender no país todo o peixe e as ovas disponíveis diante da oferta limitada. Outros produtores russos podem continuar atendendo aos mercados estrangeiros.
Para atacadistas, varejistas e processadores russos, a decisão mantém no país mais produtos da DRUK do que permaneceriam caso as exportações continuassem. O impacto real sobre a oferta e os preços dependerá dos volumes da companhia, do resultado final da temporada, dos estoques e das decisões de outros produtores. As reportagens não fornecem esses dados.
Importadores estrangeiros que compram da DRUK talvez precisem substituir seus embarques ou reduzir as aquisições, embora os destinos e as condições contratuais afetados não tenham sido identificados. Para a empresa, priorizar a Rússia concentra as vendas em um mercado, mas evita dividir uma captura limitada entre os canais doméstico e externo. O impacto comercial mais amplo continuará limitado, a menos que outros produtores adotem medidas semelhantes no decorrer da temporada de 2026.