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Primeiro lote de banana peruana chega à China via Chancay em 23 dias

Um carregamento de 19,6 toneladas de banana peruana entrou na China pela rota marítima Chancay–Xangai. A viagem levou 23 dias e teria reduzido os custos logísticos em mais de 20%, criando uma ligação mais rápida com o novo mercado.

Primeiro lote de banana peruana chega à China via Chancay em 23 dias

Primeiro embarque comercial passa pela alfândega chinesa

Um lote de 19,6 toneladas de banana peruana entrou pela primeira vez na China pela rota marítima direta entre o porto de Chancay e Xangai. Segundo a Caretas, a carga chegou a Xangai em 2 de setembro e foi liberada para o mercado chinês depois de concluir os procedimentos de entrada na Alfândega de Yangshan.

A alfândega chinesa criou um procedimento específico para o embarque inaugural, incluindo análise documental, inspeção física e avaliação fitossanitária. O desembaraço ocorreu após a China autorizar a entrada de banana fresca peruana por meio do Aviso nº 234, publicado em dezembro de 2025. As áreas de cultivo e unidades de embalagem exportadoras precisam da aprovação das autoridades peruanas e do registro perante a administração aduaneira chinesa.

A banana passa a integrar a lista de produtos agrícolas peruanos já autorizados na China, ao lado de mirtilos, abacates e uvas. Para produtores e exportadores, o país asiático oferece uma possível alternativa aos mercados consolidados da Europa e dos Estados Unidos. A dimensão comercial dependerá, porém, da capacidade de preservar a qualidade durante o trajeto e atender continuamente às exigências fitossanitárias chinesas.

Tempo de trânsito cai para 23 dias

A carga completou a viagem entre Chancay e Xangai em cerca de 23 dias. De acordo com dados citados pela Caretas, a rota reduz o prazo anterior de 35 a 40 dias e permite uma economia superior a 20% nos custos logísticos. Para frutas frescas, o percurso mais curto amplia o período disponível para venda após a chegada e diminui o risco de perda de qualidade durante o transporte.

O corredor vem ampliando suas operações desde a abertura, no fim de 2024. Do início das atividades até 1º de setembro de 2026, a Alfândega de Xangai supervisionou 355.000 toneladas de mercadorias importadas e exportadas por essa rota, avaliadas em 9,87 bilhões de yuans. O número de categorias de produtos subiu de 34 nos primeiros meses para 75, mostrando uma diversificação das cargas.

Nos primeiros sete meses de 2026, o comércio movimentado pela ligação alcançou 3,35 bilhões de yuans, equivalentes a aproximadamente 1,675 bilhão de soles peruanos, com alta anual de 44,7%. No mesmo período, o intercâmbio entre Xangai e Peru cresceu 31,1%, conforme estatísticas da Alfândega de Xangai citadas na reportagem.

China abre novo destino para a banana orgânica peruana

As exportações peruanas de banana orgânica somaram 83.000 toneladas e US$71 milhões no primeiro semestre de 2026, favorecidas pela oferta internacional limitada. Os Países Baixos permaneceram como principal destino, com 25.000 toneladas, embora as compras tenham caído 11% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 15.000 toneladas e demanda estável, enquanto a Bélgica importou 10.000 toneladas, avanço anual de 43%.

A produção e os embarques apresentam forte concentração regional. Piura responde por cerca de 80% das remessas nacionais de banana, ou aproximadamente 112.000 toneladas. Lambayeque vem em seguida, com 16% e cerca de 22.000 toneladas, enquanto La Libertad representa 5% e quase 6.400 toneladas. Os produtores dessas regiões agora podem avaliar outro destino, mas o primeiro lote ainda é um teste comercial pequeno diante dos volumes já exportados pelo Peru.

A operação inaugural mostra que a cadeia regulatória e logística funciona desde as propriedades peruanas aprovadas até a liberação aduaneira na China. O próximo desafio será reunir volumes regulares a preços competitivos e cumprir as condições de registro, embalagem, cadeia de frio e controle fitossanitário. A viagem de 23 dias e a redução de custos informada reforçam a proposta da rota, mas, para os compradores chineses, a continuidade dependerá de oferta confiável e qualidade constante na chegada.

Análise completa do mercado

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