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Preços internacionais dos fertilizantes voltam a subir e as bolsas italianas ficam para trás

As cotações internacionais dos principais fertilizantes nitrogenados voltaram a subir, com forte aceleração nos últimos dias em razão do endurecimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, informa a AgroNotizie. As bolsas italianas reagem com mais moderação: a ureia 46% em Turim caiu 40 euros por tonelada no mês, para 620-630 euros, enquanto o superfosfato triplo saltou 80 euros, para 725-735 euros. Ante fevereiro, o prêmio remanescente da ureia de Turim é de 6,84%.

Preços internacionais dos fertilizantes voltam a subir e as bolsas italianas ficam para trás

As cotações internacionais dos principais fertilizantes nitrogenados voltaram a subir na comparação mensal, e o ritmo de alta acelerou de forma nítida nos últimos dias com o endurecimento das posições no conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo a publicação agrícola italiana AgroNotizie. As bolsas de mercadorias reguladas da Itália reagem com mais cautela: suas cotações ainda incorporam parte dos aumentos gerados pelo início das hostilidades, mas já não acompanham o movimento internacional. O retrato foi traçado 208 dias após o começo do conflito no Golfo Pérsico.

Dois cenários distintos nas bolsas italianas

Os preços de atacado no mercado interno divergiram entre as duas praças acompanhadas. Em Turim, com a maioria das cotações em queda, a ureia granulada perdeu 40 euros por tonelada no mês e o sulfato de amônio cedeu os mesmos 40 euros, enquanto o nitrato de amônio somou 10 euros. Em Roma, a ureia granulada ficou estável, assim como vários outros produtos, ao passo que o sulfato de potássio granulado 50% K2O e o fosfato diamônico 18/46% subiram. Todos os preços internos são expressos em euros por tonelada e representam negócios de atacado.

Turim: o nitrogênio recua, o fosfato salta

Na Borsa Merci di Torino, em 24 de setembro de 2026, nas condições de entrega no armazém do revendedor, com embalagem plástica de 50/25 quilos e pagamento em 30 dias, o nitrato de amônio 26% foi cotado a 435-445 euros por tonelada, estável em relação à sessão de 17 de setembro, mas 10 euros acima da faixa de 425-435 euros de 27 de agosto. Ante os 465-475 euros de 19 de março, o produto perde 30 euros por tonelada, ou 6,38%.

A ureia agrícola 46%, excluída a ecotaxa de 2%, foi fixada em 620-630 euros por tonelada, estável ante a sessão anterior, mas 40 euros abaixo dos 660-670 euros alcançados em 27 de agosto, patamar que por sua vez veio de uma alta de 30 euros ante 6 de agosto. O sulfato de amônio 21% foi cotado a 400-405 euros por tonelada, 40 euros abaixo da faixa de 440-445 euros de 27 de agosto, quando havia ganhado 50 euros sobre o início de agosto; hoje está apenas 5 euros acima do valor de 19 de março. O nitrato de cálcio 16% manteve-se em 595-600 euros, 20 euros acima de 19 de março, e a cianamida cálcica granulada 21% permaneceu em 1.270-1.300 euros, nível inalterado em todas as sessões desde 26 de março.

Os fosfatados seguiram na direção oposta. O superfosfato triplo 46% subiu para 725-735 euros por tonelada, alta de 80 euros sobre os 645-655 euros registrados em 27 de agosto, enquanto o superfosfato mineral granulado 21% de P2O5 recuou para 380-390 euros, 5 euros a menos no piso da faixa e apenas a segunda variação desde 26 de março. Fertilizantes potássicos, complexos e misturas ficaram estáveis.

Roma: cotações praticamente inalteradas

Na Borsa Merci di Roma, em 23 de setembro de 2026, com cláusula de retirada de carga completa, a ureia 46% granulada, incluída a contribuição de 2% para a segurança alimentar, foi cotada em big bags a 600-630 euros por tonelada, sem mudança ante 16 de setembro e 26 de agosto, mas 70 euros abaixo do nível de 24 de junho. Naquela data, o produto já havia caído 130 euros no piso e 125 euros no teto da faixa em relação aos 800-825 euros de 20 de maio.

O sulfato de amônio cristalino 20,5% em sacos de 25 quilos manteve-se em 360-385 euros por tonelada, com a última mudança de preço datada de 24 de junho. Ante os 320-350 euros de 25 de março, as cotações atuais estão 40 euros mais altas no piso e 35 euros no teto. O nitrato de amônio 26% em big bags foi cotado a 420-450 euros por tonelada, sem alteração desde 26 de agosto, quando perdeu 10 euros ante os 430-460 euros vigentes desde 20 de maio.

O prêmio de guerra medido contra fevereiro

As referências continuam sendo as últimas sessões anteriores à guerra. A ureia agrícola 46% de Turim era cotada a 580-590 euros por tonelada em 26 de fevereiro de 2026, dois dias antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã; desde então, o aumento acumulado é de 40 euros por tonelada, ou 6,84%. Em Roma, a ureia granulada 46% estava em 525-540 euros em 25 de fevereiro de 2026, três dias antes do início das hostilidades, o que deixa hoje um ganho de 75 euros no piso e 90 euros no teto da faixa, equivalente a 15,49%. Em 24 de junho, a mesma comparação apontava 28,63%: o prêmio acumulado pela guerra encolheu cerca de metade, mesmo com as cotações internacionais voltando a subir.

Análise completa do mercado

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