Piscicultores arménios protestam após fecho do mercado russo
Piscicultores arménios protestaram junto ao edifício do Governo em Erevan depois da suspensão dos fornecimentos à Rússia. A ARKA noticiou que cerca de 15.000 toneladas de peixe vivo estão em risco, enquanto o setor considera que o mercado da UE continua inacessível na prática.
Produtores exigem medidas após paragem das exportações
Representantes de explorações aquícolas arménias reuniram-se em 21 de julho junto ao edifício do Governo em Erevan. Exigiram medidas para resolver os problemas de exportação surgidos após o fecho do mercado russo. Segundo a Vesti, canais locais de televisão transmitiram o protesto.
A mobilização aumenta a pressão sobre o Governo para restabelecer os canais comerciais existentes ou criar uma alternativa viável. A ARKA noticiou dificuldades na venda ou exportação de cerca de 15.000 toneladas de peixe vivo. No entanto, o texto publicado pela Vesti citou o presidente da União de Piscicultores da Arménia, Gor Grigoryan, referindo aproximadamente 15 toneladas, além de produtos congelados devolvidos na fronteira russa. As fontes disponíveis não esclarecem a grande diferença entre os dois números.
O Kommersant informou que os fornecimentos à Rússia foram totalmente suspensos. Segundo a RBC, a Rússia interrompeu em junho a certificação dos produtos de peixe arménios. Para as explorações com existências vivas, uma interrupção prolongada cria um problema imediato de venda, pois esta produção não pode ser armazenada com a mesma flexibilidade de muitos outros produtos agrícolas.
Autorização europeia ainda não oferece uma saída prática
O ministro da Economia da Arménia, Gevorg Papoyan, afirmou em 20 de julho que empresas arménias tinham obtido o direito de fornecer peixe e produtos de peixe à União Europeia. O anúncio parecia abrir outro destino após a interrupção na Rússia, mas os representantes do setor dizem que a autorização ainda não se transformou num canal de exportação utilizável.
Segundo Grigoryan, continuam por resolver tanto as regras de exportação para o mercado europeu como a questão dos subsídios à exportação. O dirigente considera irrealista vender na UE os volumes existentes. A News.ru também relatou que os produtores veem o mercado europeu como fechado, enquanto a RBC descreveu o novo acesso como insuficiente para escoar o peixe.
Os diferentes relatos indicam uma distância entre a autorização formal e a capacidade real de efetuar os envios. A aprovação regulatória não resolve por si só o registo das empresas, os procedimentos de conformidade, a documentação, a logística, os contratos comerciais ou o custo de chegar aos compradores. As fontes não identificam as empresas autorizadas, as espécies envolvidas, os possíveis destinos na UE ou um calendário para os primeiros fornecimentos.
Setor pede ao Governo que garanta mercados
Os manifestantes pediram às autoridades uma solução para o problema das exportações. A ARKA informou que os piscicultores procuravam uma reunião com um vice-primeiro-ministro. As necessidades imediatas incluem a venda do peixe vivo ainda disponível e a gestão dos produtos congelados rejeitados na fronteira russa.
As publicações disponíveis não explicam a razão para a suspensão da certificação russa nem apresentam as condições para o seu restabelecimento. Também não indicam o valor da produção afetada, os fornecimentos habituais da Arménia à Rússia, os preços à saída da exploração ou o número de empresas envolvidas. Sem esses dados, não é possível calcular a dimensão financeira com base na informação publicada.
O tempo é agora o fator central para os produtores. A reabertura da Rússia devolveria o mercado para o qual a produção existente aparentemente foi planeada. O desenvolvimento das vendas na UE exige a conclusão dos preparativos regulatórios e comerciais. Até que uma dessas vias funcione, as explorações terão de gerir peixe vivo por vender e mercadoria congelada devolvida sem um mercado alternativo confirmado de capacidade comparável.