Petróleo e soja elevam superávit comercial do Brasil a US$ 7,39 bilhões
O Brasil registrou superávit comercial de US$ 7,39 bilhões em agosto de 2026, impulsionado pelas receitas de petróleo bruto e soja. As exportações cresceram 12,2% em um ano e as importações avançaram 9,2%, enquanto a China permaneceu como o principal mercado para as matérias-primas brasileiras.
Exportações avançam mais que as importações
O Brasil registrou superávit comercial de US$ 7,39 bilhões em agosto de 2026, apoiado pelo aumento das receitas com petróleo bruto e soja. O Poder360, com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, informou que as exportações totais chegaram a US$ 33,16 bilhões, alta de 12,2% em relação a agosto de 2025.
As importações cresceram 9,2%, para US$ 25,76 bilhões. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, aumentou 10,9% e atingiu US$ 58,92 bilhões. A Agência Brasil classificou esse valor como o maior já registrado para um mês de agosto na série histórica. O saldo mensal ficou 23,8% acima do resultado de agosto de 2025 e foi o terceiro maior para o mês, atrás dos US$ 9,6 bilhões de 2023 e dos US$ 7,7 bilhões de 2021.
De janeiro a agosto, as exportações somaram US$ 250,86 bilhões, aumento de 10,3% sobre o mesmo período de 2025. As importações avançaram 6,1%, para US$ 195,54 bilhões. O superávit acumulado chegou a US$ 55,32 bilhões, alta anual de 28,2%. A corrente de comércio dos oito meses cresceu 8,4%, alcançando US$ 446,39 bilhões.
Petróleo e soja lideram as receitas
As exportações da indústria extrativa aumentaram 16,4% em agosto, para US$ 8,35 bilhões. Segundo o Poder360, o petróleo bruto gerou receita de US$ 4,82 bilhões no mês. Os minérios de cobre e seus concentrados registraram uma alta percentual ainda mais forte, com vendas 223,1% maiores, de US$ 975 milhões.
As exportações agropecuárias avançaram 11,4% e totalizaram US$ 7,39 bilhões. A soja foi o principal produto do setor, com receita de US$ 4,41 bilhões, 14,0% acima do valor de um ano antes. As vendas de café não torrado cresceram 24,1%, para US$ 1,09 bilhão. As exportações da indústria de transformação também subiram 10,2%, para US$ 17,17 bilhões.
A receita da carne bovina fresca recuou em agosto, embora o produto tenha permanecido na liderança do faturamento exportador da indústria de transformação no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, as exportações de carne bovina renderam US$ 11,74 bilhões, aumento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2025.
China continua como principal mercado
A China permaneceu como o destino mais importante das matérias-primas brasileiras. O Poder360 informou que os embarques brasileiros para o país somaram US$ 8,34 bilhões em agosto. Nos primeiros oito meses de 2026, as compras chinesas alcançaram US$ 77,07 bilhões, alta de 15,0%, mantendo a China no centro da demanda pelas exportações do Brasil.
Os dados oficiais também mostram a forte ligação entre o superávit externo brasileiro e as commodities. O petróleo bruto e a soja geraram juntos US$ 9,23 bilhões em receitas de exportação em agosto, enquanto o cobre e o café adicionaram quase US$ 2,07 bilhões. Esses fluxos sustentaram o saldo mesmo com o aumento da demanda brasileira por produtos estrangeiros.
Para produtores e exportadores, os números indicam demanda contínua nos mercados de energia, agricultura e mineração. Para importadores e compradores industriais, a alta de 9,2% nas compras externas mostra que o crescimento do superávit não resultou de uma contração das importações. As exportações avançaram mais rapidamente que uma conta de importações também crescente, ampliando o saldo mensal e a corrente de comércio acumulada em 2026.