Receita do Peru com aspargo fresco cresce 6,85% apesar da queda no volume
O Peru exportou US$ 182,271 milhões em aspargos frescos entre janeiro e julho de 2026, alta anual de 6,85%, segundo a Agrodata Perú. O volume caiu 6,69%, para 43,416 milhões de quilogramas, mas o preço médio mais elevado ampliou a receita.
Preço mais alto compensa a queda dos embarques
As exportações peruanas de aspargos frescos geraram US$ 182.271.034 entre janeiro e julho de 2026, aumento de 6,85% ante os US$ 170.581.171 do período comparável do ano anterior, informou a Agraria.pe, citando a Agrodata Perú. A receita avançou mesmo com a redução da quantidade enviada ao exterior.
Os embarques totalizaram 43.416.076 quilogramas nos primeiros sete meses de 2026. O volume ficou 6,69% abaixo dos 46.529.121 quilogramas registrados em período semelhante de 2025. A diferença entre o comportamento do valor e do volume mostra que a melhora da receita veio dos preços, e não do crescimento físico das exportações.
A Agrodata Perú calculou em US$ 4,20 por quilograma o preço internacional médio do aspargo fresco peruano no período analisado, contra US$ 3,67 entre janeiro e junho de 2025. Portanto, a fonte usa seis meses do ano anterior na comparação de preços, enquanto os números totais de valor e volume comparam os primeiros sete meses de 2026 com um período correspondente de 2025.
Estados Unidos respondem por quase dois terços das vendas
Os Estados Unidos permaneceram como principal mercado externo, com compras de US$ 119,353 milhões e participação de 65,48% no valor total exportado. Essa concentração torna a demanda e as condições comerciais americanas especialmente importantes para produtores, empresas de embalagem e exportadores peruanos.
A Espanha ficou em segundo lugar, com US$ 19,933 milhões, seguida pelo Reino Unido, com US$ 17,500 milhões, e pelos Países Baixos, com US$ 12,248 milhões. A Alemanha comprou US$ 3,034 milhões, enquanto o Brasil recebeu US$ 1,838 milhão e a Bélgica, US$ 1,272 milhão.
A composição dos destinos reúne um mercado norte-americano dominante, vários compradores europeus e uma saída regional menor no Brasil. Espanha, Reino Unido e Países Baixos oferecem diversificação relevante, mas nenhum deles se aproxima individualmente da escala dos Estados Unidos.
Atividade está distribuída entre vários exportadores
A TA Export liderou as vendas até julho, com 4.812.642 quilogramas embarcados por US$ 21.842.765. A Agroexportaciones Nathaniel veio em seguida, com 5.042.978 quilogramas e US$ 19.999.521, enquanto a Saex Export registrou 4.055.035 quilogramas e US$ 12.119.033.
A Danper Trujillo exportou 2.428.710 quilogramas por US$ 11.589.930. A Kimsa Fresh alcançou 2.210.516 quilogramas e US$ 9.089.616, enquanto a Agrícola Cerro Prieto somou 2.085.930 quilogramas e US$ 8.938.809. A Agronegocios D&C enviou 1.990.816 quilogramas avaliados em US$ 7.994.432.
A Florida Blanca registrou 1.087.829 quilogramas por US$ 6.574.737, a Complejo Agroindustrial Beta teve 1.251.996 quilogramas por US$ 6.191.555 e a Agrovisión Perú alcançou 1.102.498 quilogramas por US$ 6.112.121. Os números mostram participação relevante de vários exportadores. Para o setor, a questão central é se os preços elevados continuarão protegendo a receita caso o volume exportado permaneça abaixo do nível do ano anterior.