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Paraná amplia exportações de frango em 26,4% em agosto, mas receita da carne suína recua

O Paraná exportou 200,6 mil toneladas de carne de frango em agosto, alta de 26,4% em um ano, mantendo a liderança nacional. Os embarques de carne suína cresceram 24,3%, para 22,8 mil toneladas. No agregado brasileiro, porém, a receita com suínos caiu 1,7% mesmo com volume maior.

Paraná amplia exportações de frango em 26,4% em agosto, mas receita da carne suína recua

Duas das principais cadeias do agronegócio paranaense chegaram ao fim do terceiro trimestre de 2026 com exportações em alta, mas enfrentando situações distintas dentro do país, segundo a Gazeta do Paraná. Frango e carne suína ganharam espaço no mercado internacional, enquanto o comportamento da oferta e dos preços internos separou as duas cadeias.

Paraná mantém a liderança no frango

Em agosto o Estado exportou 200,6 mil toneladas de carne de frango, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume manteve o Paraná na liderança nacional, à frente de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Na avicultura, o Estado não apenas ocupa o primeiro lugar nas exportações como responde por parcela expressiva da produção brasileira.

O Brasil exportou 492,6 mil toneladas de carne de frango em agosto, alta de 24,8% em um ano. A receita chegou a US$ 997,9 milhões, crescimento de 42,7% e segundo melhor resultado mensal da série histórica. De janeiro a agosto, os embarques somaram 3,921 milhões de toneladas, 15,5% acima do mesmo período de 2025, com a receita avançando ainda mais, 21,9%, até US$ 7,689 bilhões.

Parte desse salto anual precisa ser lida considerando a base de 2025. Naquele período, mercados importantes suspenderam temporariamente as compras brasileiras após o registro de influenza aviária em uma granja comercial. Superada a situação sanitária, destinos como China e União Europeia voltaram a ganhar peso nos embarques.

Suínos: volume em alta, receita em queda

Na carne suína, o Paraná aparece na terceira posição entre os maiores exportadores brasileiros. Foram 22,8 mil toneladas embarcadas em agosto, 24,3% acima das 18,4 mil toneladas do mesmo mês do ano passado. O avanço foi significativamente superior ao crescimento de 8% das exportações brasileiras da proteína no período. A atividade é fortemente concentrada nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado.

No agregado nacional, o Brasil embarcou 131,1 mil toneladas de carne suína em agosto, alta de 8% sobre agosto de 2025. Nos oito primeiros meses do ano, o volume ultrapassou pela primeira vez em 2026 a marca de 1 milhão de toneladas, chegando a 1,057 milhão, alta de 8,9%. A receita conta outra história: em agosto caiu 1,7%, passando de US$ 294,9 milhões para US$ 289,9 milhões na comparação anual. No acumulado do ano, cresceu 4,8%, ritmo inferior ao avanço de 8,9% do volume comercializado.

Sinais divergentes no mercado interno

Os preços do frango no Brasil começaram a mudar de direção depois de dois meses de queda. Levantamento do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP, mostra que as cotações apresentaram pequena recuperação em agosto na maior parte das regiões pesquisadas. O centro de pesquisas atribui a reação principalmente ao fortalecimento da demanda interna e ao bom ritmo das exportações. A oferta, que vinha pesando sobre as cotações, ficou mais ajustada à demanda.

Com os suínos ocorreu o oposto. O Cepea identificou recuo das cotações do suíno vivo na região Sul no início de setembro, associado à maior disponibilidade de animais para abate. Mesmo com melhora da procura interna, o aumento da oferta tem limitado a sustentação dos preços recebidos pelo produtor.

Os dados mais recentes do IBGE mostram a dimensão da oferta nacional. No segundo trimestre deste ano foram abatidos 15,58 milhões de suínos no país, enquanto o abate de frangos alcançou 1,687 bilhão de aves.

O desempenho recente mostra que exportar mais, isoladamente, não significa preços maiores dentro da porteira. No frango, o fortalecimento simultâneo da demanda externa e interna ajudou as cotações a reagirem após dois meses de queda. Nos suínos, o crescimento das vendas externas ainda convive com maior disponibilidade de animais no Sul, mantendo pressão sobre o mercado.

Análise completa do mercado

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