Receita do Paraguai com exportações suínas cresce 15,47% com liderança de Taiwan
O Paraguai exportou 8.721 toneladas de produtos suínos por US$ 25,54 milhões no primeiro semestre de 2026. Taiwan permaneceu como principal mercado, as Filipinas receberam a primeira carga e compradores africanos sustentaram o comércio de miúdos.
Receita cresce mais rápido que o volume
O setor suíno do Paraguai aumentou em 11,36% o volume exportado e em 15,47% a receita em divisas nos primeiros seis meses de 2026, segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal, Senacsa, divulgados pelo ABC Color. O país exportou 8.721 toneladas de carne e miúdos suínos, com valor total de US$ 25.542.187.
No mesmo período de 2025, o Paraguai havia embarcado 7.831 toneladas por US$ 22 milhões. O crescimento da receita acima do avanço da tonelagem indica melhora no valor médio gerado pela pauta exportadora. O resultado é um sinal positivo para frigoríficos e produtores que buscam ampliar a presença do setor fora do mercado doméstico.
Carne concentra quase todos os embarques
A carne suína representou praticamente todas as exportações do setor. As indústrias paraguaias embarcaram 8.573 toneladas, 10,98% acima das 7.725 toneladas do primeiro semestre de 2025. A receita com carne atingiu US$ 25.477.957, aumento de 15% na comparação anual.
Taiwan continuou como o maior comprador, com 6.704 toneladas avaliadas em quase US$ 21 milhões. Esse volume respondeu por mais de três quartos das exportações informadas de carne suína, tornando o acesso ao mercado taiwanês central para o desempenho atual do setor. O Brasil ficou em segundo lugar, com 1.353 toneladas por aproximadamente US$ 2 milhões, enquanto o Uruguai comprou 488 toneladas por US$ 853.620.
Filipinas abrem novo canal na Ásia
As Filipinas entraram na lista de destinos depois que o Paraguai concluiu sua primeira operação comercial de carne suína com o país. A transação envolveu 26 toneladas no valor de US$ 91.450. Segundo o ABC Color, a carga enviada no início de julho era composta por costelas baby back com osso.
O primeiro pedido filipino ainda é pequeno diante das vendas para Taiwan, mas cria outro canal asiático para os exportadores paraguaios. Sua importância comercial dependerá da geração de pedidos recorrentes e da capacidade das empresas de ampliar a variedade de cortes vendidos. O novo destino também reduz, ainda que de forma limitada, a dependência de um único grande comprador asiático.
Mercados africanos absorvem miúdos suínos
Os miúdos seguiram outro padrão comercial, com os principais destinos concentrados na África. O Paraguai exportou 148 toneladas nos primeiros seis meses do ano, 39% acima do mesmo período anterior. A receita, porém, cresceu apenas 3%, para US$ 64.230, mostrando que o avanço em valor ficou bem abaixo da expansão do volume.
A Costa do Marfim comprou 78 toneladas por US$ 33.995, enquanto a Libéria importou 70 toneladas por US$ 30.235. Essas vendas oferecem aos frigoríficos um mercado para produtos diferentes dos cortes enviados principalmente a Taiwan e aos países vizinhos da América do Sul. A maior receita com carne, o primeiro embarque às Filipinas e a demanda africana por miúdos ampliam a base de clientes, embora Taiwan continue sendo o mercado decisivo.