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Nepal busca açúcar indiano com urgência após preço subir para ₹120 por kg

O Nepal prepara compras urgentes de açúcar da Índia depois que as restrições à exportação reduziram a oferta e elevaram o preço para cerca de ₹120 por quilograma. Empresas ligadas ao Estado conduzem separadamente importações de 1.000 e 2.500 toneladas antes do período festivo, quando o consumo pode dobrar.

Nepal busca açúcar indiano com urgência após preço subir para ₹120 por kg

Restrições indianas apertam o mercado nepalês

O Nepal tenta garantir fornecimento urgente de açúcar da Índia depois que as restrições indianas à exportação causaram escassez e forte aumento de preços antes do período festivo. O Jagran, citando o veículo nepalês Ratopati, informou que o preço no varejo subiu de ₹95-₹100 para cerca de ₹120 por quilograma. Consumidores e comerciantes também relatam dificuldade para encontrar o produto nas lojas.

A pressão pode aumentar com a aproximação das festividades. Segundo o Ratopati, o consumo de açúcar nesse período deve ser duas vezes maior do que em meses normais. A demanda sazonal mais forte, a redução dos estoques internos e a demora nas decisões sobre importação ameaçam restringir ainda mais a oferta e pressionar o orçamento das famílias.

A Índia é a principal origem do açúcar importado pelo Nepal, o que torna o mercado nepalês especialmente sensível a mudanças na política comercial indiana. O Jagran afirmou que o governo da Índia interrompeu as exportações de açúcar em 13 de maio de 2026, embora posteriormente tenha descrito as medidas como restrições à exportação. Em qualquer dos casos, a decisão dificultou o acesso do Nepal ao produto.

Queixas do mercado substituem garantias iniciais

Após a medida indiana, a Associação da Indústria Açucareira do Nepal garantiu ao governo e aos consumidores que os estoques domésticos eram suficientes e que os preços das fábricas não subiriam. Três meses depois, porém, comerciantes e consumidores reclamam de preços mais altos e disponibilidade limitada no varejo, segundo o Jagran.

A piora evidencia a diferença entre o estoque existente na cadeia de abastecimento e o açúcar efetivamente disponível ao consumidor pelo preço vigente. Mesmo que as fábricas mantenham reservas, transporte, distribuição atacadista e expectativas de futura escassez influenciam a velocidade de chegada do produto às lojas. A demanda festiva aumenta o risco de os estoques acabarem antes de serem repostos.

Para processadores, atacadistas e varejistas nepaleses, o momento da chegada será tão importante quanto o volume. Importações entregues depois do pico de demanda oferecerão pouco alívio, enquanto novos atrasos podem provocar outras altas ou vendas limitadas pelos comerciantes. Para a Índia, qualquer remessa aprovada pelo governo representaria uma operação direcionada e controlada, não uma reabertura ampla das exportações.

Empresas estatais preparam volumes separados

A Food Management and Trading Company Limited está na etapa final de uma compra entre governos de 10.000 quintais, equivalentes a 1.000 toneladas de açúcar, da Índia. O responsável por informações da empresa, Madhav Mishra, disse que a primeira carga deve chegar a Nepalgunj em poucos dias. A companhia poderá buscar volumes adicionais se a oferta inicial for insuficiente.

Separadamente, a Salt Trading Corporation iniciou, em coordenação com o ministério, o processo para importar 2.500 toneladas destinadas às necessidades imediatas. O responsável por informações, Kumar Rajbhandari, reconheceu que a organização do abastecimento se tornou mais difícil após as restrições indianas e que a corporação recebeu queixas sobre a escassez. As opções avaliadas incluem benefícios fiscais e outros mecanismos para acelerar as compras depois da aprovação ministerial.

Os dois processos somariam 3.500 toneladas se forem executados integralmente, mas as fontes não informam o consumo total do Nepal em períodos normais ou festivos. O impacto nos preços dependerá da aprovação, do prazo de entrega, da distribuição e de eventuais compras adicionais. A prioridade imediata é colocar açúcar no varejo antes da duplicação esperada do consumo sazonal e evitar maior pressão sobre famílias e usuários comerciais.

Análise completa do mercado

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