Miratorg envia 7.400 toneladas de carne suína às Filipinas e mira 11.000 toneladas em 2026
O grupo agroindustrial russo Miratorg exportou cerca de 7.400 toneladas de carne suína para as Filipinas desde o início de 2026 e espera chegar a 11.000 toneladas no acumulado do ano. A empresa afirma ter sido a primeira produtora russa a entrar no mercado filipino e neste ano acertou certificados veterinários para vários novos destinos na Ásia e no Oriente Médio.
O grupo agroindustrial russo Miratorg exportou cerca de 7.400 toneladas de carne suína para o mercado filipino desde o início de 2026, e os embarques devem chegar a 11.000 toneladas até o fim do ano, segundo comunicado da empresa reproduzido pela TASS e pelo kvedomosti.ru.
«A Miratorg foi a primeira das produtoras russas a entrar no mercado filipino: desde janeiro já foram embarcadas cerca de 7.400 toneladas de carne suína e, no fechamento do ano, o volume de fornecimentos deve alcançar 11.000 toneladas», diz o comunicado.
Primeira fornecedora russa no mercado filipino
As Filipinas estão entre os destinos abertos pela empresa neste ano. Pela própria versão do grupo, foi a primeira produtora de carnes russa a colocar produto naquele mercado, o que significa que também assumiu o custo e o prazo da primeira habilitação veterinária.
Os dois números indicam um ritmo médio de cerca de 820 toneladas por mês nos primeiros nove meses de 2026 e cerca de 3.600 toneladas ainda a embarcar nos últimos meses do ano, caso a meta seja cumprida. Isso exigiria uma cadência visivelmente mais alta no quarto trimestre.
Nem a empresa nem as reportagens informam preços de contrato, a composição dos embarques por cortes — cortes nobres, recortes ou miúdos — ou os nomes dos importadores filipinos. Também não há dados comparáveis de 2025, o que é coerente com a abertura do mercado neste exercício.
Novos destinos habilitados em 2026
O avanço nas Filipinas faz parte de uma expansão mais ampla. A Miratorg informou que em 2026 também iniciou fornecimentos para Israel e acertou certificados veterinários e habilitações de plantas para outros destinos:
- carne bovina para a Indonésia e o Iraque;
- produtos elaborados de carne suína para Singapura;
- semiprontos de carne bovina para o Vietnã.
Para exportadores de carne, essas autorizações são a condição de acesso, não o fato comercial: sem certificado e sem planta habilitada nenhum contêiner sai, e os embarques costumam vir um ou dois trimestres depois. A composição da lista também chama atenção: ao lado da carne bovina in natura aparecem elaborados de suíno para Singapura e semiprontos de bovino para o Vietnã, categorias com processamento mais avançado do que os cortes convencionais.
Geograficamente, os destinos citados estão no Sudeste Asiático e no Oriente Médio, e não nos mercados pós-soviéticos tradicionais, com ampliação simultânea nas linhas de suínos e bovinos.
Reconhecimento no programa nacional de exportação
A empresa acrescentou que venceu o prêmio russo «Exportador do Ano. Feito na Rússia» em duas categorias: exportadora do ano em produtos básicos do complexo agroindustrial entre as grandes empresas e «Nova Geografia». A cerimônia ocorreu em 22 de setembro no parque VDNKh, em Moscou.
O prêmio foi instituído pelo governo da Federação Russa e é realizado anualmente no âmbito do projeto nacional «Cooperação Internacional e Exportação». O organizador é o Centro Russo de Exportação, do grupo VEB.RF.
Para processadores e traders que acompanham os fluxos russos de carne, o que há de mensurável no anúncio são três pontos: as 7.400 toneladas já entregues às Filipinas, a meta anual de 11.000 toneladas e a lista de destinos recém-certificados que ainda não se converteu em volumes. O cumprimento da meta filipina será o teste mais imediato da velocidade com que um mercado recém-aberto absorve a carne suína russa.