Produtores de Mazandaran vendem tangerinas abaixo dos custos
Mazandaran deverá produzir mais de 3,7 milhões de toneladas de citrinos este ano. Segundo a IRNA, as tangerinas precoces chegaram ao mercado com preços no pomar inferiores a 55.000 tomans por quilograma, abaixo dos custos de produção.
Tangerinas precoces chegam ao mercado sob pressão
Os citricultores da província iraniana de Mazandaran iniciam a campanha comercial com preços no pomar alegadamente inferiores aos custos de produção. As tangerinas precoces, os primeiros frutos recém-colhidos do outono, chegaram ao mercado por menos de 55.000 tomans por quilograma, segundo a agência noticiosa estatal iraniana IRNA.
A diferença entre preço e custo cria um problema imediato para as explorações que colocam primeiro a fruta no mercado. A colheita antecipada pode facilitar o acesso a compradores antes da chegada dos principais volumes, mas essa vantagem diminui quando a receita não cobre as despesas. Os produtores têm de escolher entre vender rapidamente, adiar a colheita quando as condições da fruta o permitem ou enfrentar mais tarde uma oferta concorrente maior.
Produção superior a 3,7 milhões de toneladas
Mazandaran deverá produzir mais de 3,7 milhões de toneladas de citrinos este ano, informou a IRNA. Com esse volume, a coordenação entre calendário de colheita, procura e capacidade de compra torna-se especialmente importante. À medida que mais tangerinas e outros citrinos chegam ao mercado, a capacidade de grossistas, processadores e distribuidores para absorver a oferta determinará se os preços no pomar recuperam.
O valor inferior a 55.000 tomans por quilograma refere-se ao preço de compra no pomar, não à cotação no retalho. A distinção é importante para os produtores, porque a seleção, a embalagem, o transporte e a distribuição acrescentam custos antes de a fruta chegar ao consumidor. Um preço mais alto na loja não significa necessariamente que o agricultor esteja a receber o suficiente para cobrir as suas despesas.
Absorção do mercado definirá a campanha
Se os preços permanecerem abaixo dos custos, as explorações gerarão menos caixa durante a colheita e terão mais dificuldade para financiar a manutenção dos pomares e o próximo ciclo produtivo. Os compradores podem beneficiar de uma oferta abundante, mas também enfrentam riscos de qualidade e de prazos ao lidar com uma grande safra sazonal. A indústria pode receber fruta que não cumpra os padrões do mercado em fresco, embora as informações disponíveis não indiquem volumes, capacidade ou preços de processamento.
A questão central é saber se a cadeia interna consegue movimentar mais de 3,7 milhões de toneladas de citrinos com rapidez suficiente para evitar maior pressão no pomar. A procura de exportação poderia ampliar o número de compradores, mas o relato disponível não apresenta volumes, destinos ou acordos. Por enquanto, o sinal mais claro é o preço inicial: abaixo de 55.000 tomans por quilograma, os citricultores entram na campanha sem recuperar integralmente os custos declarados.