Exportadora de Lampung envia 58,6 toneladas de café robusta à Itália
A PT Sumber Kurnia Alam enviou à Itália três contêineres com 58,6 toneladas de café robusta de Lampung. Segundo a Lampost.co, a carga foi avaliada em aproximadamente 3,5 bilhões de rupias.
Três contêineres entram no mercado italiano
A PT Sumber Kurnia Alam enviou de Lampung, na Indonésia, três contêineres com 58,6 toneladas de grãos de café robusta à Itália. Segundo a Lampost.co, a carga foi avaliada em aproximadamente 3,5 bilhões de rupias. A operação representa um novo fluxo concreto de café verde indonésio para um dos principais mercados europeus de processamento de café.
O embarque reforça o papel de Lampung como fornecedora internacional de robusta. Os compradores italianos recebem matéria-prima para torrefação e formação de blends. Para produtores, compradores locais e exportadores de Lampung, o negócio preserva o acesso a um destino internacional onde regularidade, qualidade e entrega dentro do prazo são exigências comerciais centrais.
Exportadora prevê continuidade dos embarques
Moelyono Soesilo, fundador da PT Sumber Kurnia Alam, afirmou que a atividade exportadora da empresa continuará até o fim do ano. Ele considera que a demanda mundial por café indonésio permanece elevada e avalia que o país tem espaço para ampliar a produção e melhorar a qualidade e a competitividade.
O atual lote de três contêineres é pequeno diante do comércio anual informado pela empresa. De acordo com Moelyono, a PT Sumber Kurnia Alam exportou cerca de 620 contêineres de café no ano anterior, no valor total de US$ 51 milhões, ou aproximadamente 800 bilhões de rupias. A Lampost.co não informou a tonelagem acumulada, a divisão por destinos ou o preço médio dessas exportações anteriores. Por isso, não é possível fazer uma comparação direta de preços com a carga destinada à Itália.
Perspectiva de oferta sustenta o interesse no setor
Moelyono classificou o café como uma commodity de consumo resiliente no longo prazo. Segundo ele, o consumo não caiu durante a crise de 2008 nem no período da Covid-19. Pelos seus cálculos, o mundo poderá enfrentar um déficit de oferta de aproximadamente 8 milhões de sacas dentro de oito a dez anos. A fonte não especificou o peso considerado por saca nem a metodologia utilizada nessa projeção.
Se a demanda crescer como ele espera, produtores e processadores indonésios terão incentivo para elevar a produtividade e melhorar a qualidade dos grãos. A oportunidade, porém, não depende apenas das projeções de consumo. Os exportadores precisarão reunir volumes suficientes, manter especificações uniformes entre os lotes e administrar a logística desde regiões produtoras como Lampung até mercados de processamento distantes.
Indonésia busca fortalecer sua posição no café
Moelyono destacou a longa história da Indonésia na indústria mundial do café, mas reconheceu que o país está atrás de grandes produtores como Brasil e Vietnã. Ele também citou a posição mais ampla da Indonésia no comércio: representantes do setor na Costa Rica teriam reconhecido sua importância histórica, enquanto participantes de Honduras observaram que o país também compra café hondurenho. A Indonésia atua, portanto, como produtora e compradora nas cadeias globais.
O embarque à Itália não altera sozinho a posição da Indonésia no mercado mundial, mas demonstra a existência de um canal comercial ativo entre uma província produtora de robusta e um destino europeu. Entregas recorrentes até o fim do ano dariam demanda mais previsível aos fornecedores de Lampung e uma origem adicional aos processadores italianos. O teste será transformar cargas pontuais em volumes sustentáveis enquanto a produção e a qualidade melhoram na origem.